Dólar fecha em queda de mais de 2%, cotado a R$ 3,05

Dólar fecha em queda de mais de 2%, cotado a R$ 3,05

O dólar fechou em queda de mais de 2% nesta quarta-feira (8), a R$ 3,05. De acordo com a agência de notícias Reuters, o recuo é reflexo de uma percepção mais positiva dos investidores sobre p quadro político brasileiro, após o vice-presidente da República, Michel Temer, assumir a articulação política do governo e firmar acordo com líderes do Congresso para apoiar o ajuste fiscal.

 

A moeda dos Estados Unidos encerrou o pregão em baixa de 2,48%, vendida a R$ 3,0563, na menor cotação desde o dia 6 de março, quando fechou a R$ 3,0565. Veja cotação

Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhão.

No mês de abril, o dólar já acumula queda de 4,22%. No ano, porém, a valorização é de quase 15%.

Nesta tarde, Temer, que também é presidente do PMDB e assumiu a articulação política do governo na terça-feira, firmou acordo com presidentes e líderes de partidos da base governista no Congresso pelo reequilíbrio macroeconômico e estabilidade fiscal para apoiar o ajuste proposto pelo governo nas contas públicas.

"A nomeação do Temer (como articulador político) dá um aceno mais claro para o Congresso e facilita a aprovação das medidas do (ministro da Fazenda, Joaquim) Levy", disse o gerente de câmbio da Correparti, João Paulo De Gracia Correa.

No exterior, a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) divulgada nesta tarde mostrou que autoridades do Federal Reserve, banco central norte-americano, reconheceram riscos externos e um início de ano fraco na reunião de março. Porém, permaneceram bastante confiantes na força da recuperação dos Estados Unidos para continuar a lançar bases para uma elevação dos juros ainda este ano.

"A ata mostrou os membros divididos em relação ao aumento de juros, mas o mercado está vendo a ata como um pouco defasada, sem incorporar dados ruins do mercado de trabalho", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Nesta manhã, o BC brasileiro vendeu a oferta integral de até 10,6 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 4 de maio, equivalentes a R$ 10,115 bilhões. Até o momento, a autoridade monetária já rolou cerca de 25% do lote total
 
 
 
 

G1