Dólar fecha em queda após decisão do Fed, de olho em ata do Copom

Dólar fecha em queda após decisão do Fed, de olho em ata do Copom

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (28), influenciado pelo movimento dos preços do petróleo, pela decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de manter os juros na véspera e pelo tom brando do Banco Central na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

A moeda norte-americana caiu 0,14%, vendida a R$ 4,08, após atingir R$ 4,0341 na mínima do dia e R$ 4,1237 na máxima do dia. Veja a cotação do dólar hoje. No ano, o dólar já acumula alta de 3,34%. Na semana e no mês, há queda de 0,74%.

Às 9h09, queda de 0,13%, a R$ 4,0804
Às 9h40, queda de 0,08%, a R$ 4,0827
Às 10h10, alta de 0,2%, a R$ 4,0939
Às 10h30, subia 0,55%, a R$ 4,1085
Às 11h, alta de 0,63%, a R$ 4,1119
Às 11h20, alta de 0,5%, a R$ 4,1064
Às 11h50, alta de 0,16%, a R$ 4,0926
Às 12h10, queda de 0,46%, a R$ 4,0671.
Às 13h08, queda de 0,68%, a R$ 4,0581.
Às 13h39, queda de 0,21%, a R$ 4,0775.
Às 14h07, queda de 0,4%, a R$ 4,0695.
Às 14h39, alta de 0,12%, a R$ 4,0808.
Às 15h, queda de 0,43%, a R$ 4,0685.
Às 16h20, queda de 0,36%, a R$ 4,071.

 

EUA e petróleo
O Fed, banco central dos Estados Unidos,manteve a taxa de juros no país e chamou atenção para preocupações com os desenvolvimentos na economia global. Segundo a Reuters, a mensagem ajudou o dólar a recuar em relação a outras moedas da América Latina, que seriam pressionadas por um aumento dos juros norte-americano.

 

A decisão afeta os mercados porque juros mais altos nos Estados Unidos atrairiam para lá recursos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil.

"O tom do comunicado indica flexibilidade em relação à política monetária diante de uma mudança no balanço de riscos", escreveram analistas do banco Scotiabank em nota a clientes, de acordo com a Reuters.

No fim do ano passado, o banco central norte-americano promoveu a primeira alta das taxas em uma década.

A alta dos preços do petróleo também ajudava a sustentar a demanda por ativos ligados a commodities, em meio a expectativas de um acordo para cortar a produção do óleo no cenário de persistente sobreoferta mundial, ainda segundo a Reuters.

 

Cenário local
As oscilações do dólar foram acentuadas pela briga pela formação da Ptax, taxa calculada pelo BC que serve de referência para diversos contratos cambiais. Nos últimos pregões do mês, operadores costumam disputar para influenciar as cotações de forma a favorecer suas posições cambiais.

 

O dólar chegou a subir com força em relação ao real mais cedo diante de menores apostas de alta de juros no Brasil pelo Banco Central,que adotou um tom mais brando na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando surpreendeu alguns operadores ao deixar a taxa básica Selic estável em 14,25%.

Investidores no mercado de juros futuros passaram a apostar em um início de aperto monetário (alta dos juros) mais tardio no Brasil. Isso contribuía para pressionar o real, já que juros mais altos poderiam atrair para o Brasil recursos externos.

A perspectiva de juros estáveis no curto prazo, combinada com incertezas sobre a estratégia do governo para enfrentar a crise econômica, serviam para convencer operadores de que o alívio desta quinta pode não perdurar, segundo a Reuters.

"A volatilidade deve continuar sendo a regra no Brasil", disse à agência o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.

O Banco Central deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio, e concluiu nesta quinta-feira a rolagem integral dos swaps cambiais que vencem em fevereiro. O próximo lote de swaps vence em 1º de março e equivale a US$ 10,118 bilhões.

 

 

G1