Dólar fecha em queda após debate entre Hillary e Trump nos EUA

Dólar fecha em queda após debate entre Hillary e Trump nos EUA

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (27), com a percepção de que a candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, foi a vitoriosa no debate da noite de segunda-feira contra o republicano Donald Trump, e depois que o relatório de inflação do Banco Central corroborou a leitura de um corte iminente da taxa de juros no Brasil, de acordo com a Reuters.

A moeda norte-americana caiu 0,51%, vendida a R$ 3,231. Veja a cotação do dólar hoje.

 

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, queda de 0,68%, a R$ 3,2252
Às 9h49, queda de 0,8%, a R$ 3,2212
Às 10h10, queda de 0,41%, a R$ 3,2338
Às 10h29, queda de 0,09%, a R$ 3,2442
Às 11h10, queda de 0,49%, a R$ 3,2314
Às 12h, queda de 0,1%, a R$ 3,244
Às 13h, queda de 0,26% a R$ 3,2391
Às 13h40, queda de 0,35%, a R$ 3,2358
Às 14h30, queda de 0,47%, a R$ 3,232
Às 15h10, queda de 0,31%, a R$ 3,2371
Às 16h09, queda de 0,48%, a R$ 3,2318

 

Pesquisa da emissora CNN após o confronto nos Estados Unidos constatou que Hillary se saiu melhor para 62% das pessoas consultadas. Apenas 27% consideraram que Trump foi o melhor no debate.

O peso mexicano, por sua vez, se fortaleceu ante o dólar depois do debate, uma vez que Trump tem uma postura rígida em relação à imigração ilegal e propôs a construção de um muro ao longo da fronteira sul com o México.

 

No Brasil
Internamente, o Relatório Trimestral de Inflação também contribuiu para o recuo do dólar ante o real, uma vez que o documento sinalizou que a inflação está convergindo para a meta de 4,5% e que o Banco Central, assim, pode fazer um corte na taxa Selic já no encontro de outubro.

 

Mesmo reduzindo a taxa básica do país, atualmente em 14,25% ao ano, o Brasil seguirá atrativo ao investidor estrangeiro.

"Mesmo o Relatório de Inflação reforçando as apostas de corte de juros, o Brasil deve atrair fluxo de recursos para a renda fixa --com investidores ainda aproveitando as taxas elevadas-- e também para a Bolsa, já que país está se fortalecendo", comentou o diretor de operações da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, à Reuters. "Além disso, a Turquia foi rebaixada pela Moody's e muitos investidores podem trocar de país, saindo de lá e vindo para cá."

No sábado, a agência de classificação de risco Moody's cortou a nota de crédito soberano da Turquia para o nível especulativo, citando preocupações sobre o Estado de direito após uma tentativa de golpe, os riscos de financiamento externo e desaceleração da economia.

 

 

G1