Dólar fecha em queda, a R$ 3,836, após declarações sobre juros nos EUA

Dólar fecha em queda, a R$ 3,836, após declarações sobre juros nos EUA

Após variar entre positivo e negativo ao longo do dia, o dólar comercial fechou esta quarta-feira (2) em queda de 0,5%, a R$ 3,836 na venda.

Essa foi a segunda baixa seguida. Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 0,81%.

Juros nos EUA

O dólar se firmou em queda durante a tarde, após declarações da presidente do Fed (Federal REserve, banco central dos Estados Unidos), Janet Yellen.

Ela afirmou que "está esperando" pelo dia em que os juros subirão no país e que isso será visto como uma prova da recuperação, após a economia atravessar por uma recessão.

No texto preparado para seu discurso, no entanto, Yellen não indicou se ainda espera que seja justificável que o Fed suba os juros em sua última reunião do ano, marcada para daqui a duas semanas.

"[O discurso] veio bem em linha com o esperado, praticamente não há surpresas", disse o presidente da empresa de investimentos Libertyview Capital Management, Rick Meckler, à agência de notícias Reuters. "O Fed deu aos investidores muito tempo e muitas direções sobre como pretende elevar os juros. Se for uma surpresa para você, você não está acompanhando essa história."

Juros mais altos nos EUA preocupam investidores, pois poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em países onde as taxas são mais altas, como é o caso do Brasil.

Crise política no Brasil

No cenário nacional, investidores evitavam fazer grandes operações antes da votação no Congresso do projeto que muda a meta fiscal do governo para 2015. A votação estava prevista para ontem, mas foi adiada.

O mercado também aguardava a continuidade da votação, pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, do processo que pede a cassação do presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A sessão, no entanto, foi novamente adiada e deve ser retomada na próxima terça-feira.

Investidores também reagiam positivamente após a Comissão Mista de Orçamento (CMO) incluir no Orçamento de 2016 a previsão de arrecadação vinda da CPMF, no valor de cerca de R$ 10 bilhões. O imposto é considerado crucial para o ajuste fiscal pelo governo e ainda precisa de aval do Congresso Nacional.

Atuações do BC

Pela manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em janeiro. Ao todo, o BC já rolou o correspondente a US$ 1,096 bilhão, ou cerca de 10% do lote total, equivalente a US$ 10,694 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

 

 

Uol