Dólar fecha em alta e volta a superar R$ 3,40

Dólar fecha em alta e volta a superar R$ 3,40

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (9), após atingir na véspera o menor valor em quase um ano. Mais uma vez, o Banco Central não anunciou qualquer intervenção no câmbio, ficando fora do mercado pelo 7º dia de negócios seguido.

A moeda norte-americana avançou 1%, a R$ 3,4035 na venda, após ter fechado na véspera a R$ 3,3697. Veja a cotação do dólar hoje.

 

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, alta de 0,11%, a R$ 3,3735
Às 10h10, alta de 0,1%, a R$ 3,3731
Às 11h20, alta de 0,4%, R$ 3,3833
Às 12h20, alta de 0,69%, a R$ 3,393
Às 13h40, alta de 0,48%, a R$ 3,3857
Às 15h, alta de 0,61%, a R$ 3,3904
Às 15h40, alta de 0,86%, a R$ 3,3988
Às 16h30, alta de 0,81%, a R$ 3,3971
 

 

Em maio, o BC interferiu no mercado quase todas as vezes que o dólar recuava abaixo do patamar de R$ 3,50, postura que muitos operadores interpretaram como uma tentativa de proteger as exportações, segundo a Reuters.

"O mercado está digerindo essa nova postura do BC, que parece mais tolerante com a queda do dólar", disse à agência o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

O mercado está digerindo essa nova postura do BC, que parece mais tolerante com a queda do dólar"
operador da corretora Intercam, Glauber Romano

Ainda repercutiam as declarações de Ilan Goldfajn, novo presidente do BC, em defesa do câmbio flutuante - sem a interferência no dólar -, levando muitos operadores a avaliar que ele seria menos propenso a intervir no mercado. "É uma nova administração no BC e o mercado precisa entender como as coisas vão funcionar daqui para frente. Por enquanto, tudo indica que o dólar pode buscar patamares mais baixos", disse à Reuters o superintendente de derivativos de uma corretora internacional.

 

Cenário interno e externo
O mercado segue atento a desdobramentos da crise política no Brasil, com preocupações sobre a capacidade do governo do presidente em exercício, Michel Temer, para aprovar medidas de aperto econômico no Congresso.
 
Além disso, o avanço dos preços no petróleo e a diminuição da expectativas por aumento de juros nos Estados Unidos em breve seguem sob as atenções dos operadores.

 

Na semana, a moeda dos EUA recuou 4,4%. No mês de junho, perdeu 6,7% e, no acumulado de 2016, o dólar teve desvalorização de 14,6% frente ao real.

 

 

 

G1