Dólar fecha em alta com expectativa sobre juros nos EUA

Dólar fecha em alta com expectativa sobre juros nos EUA

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (19), após ter subido mais de um 1% mais cedo, batendo R$ 3,60, refletindo crescentes expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, eleve os juros em breve e o mau humor externo diante da queda dos preços do petróleo. O Banco Central não anunciou intervenção cambial para esta sessão.

 

A moeda norte-americana avançou 0,20%, a R$ 3,5702 na venda. Mais cedo, atingiu R$ 3,6147 no pico do dia. Veja a cotação do dólar hoje.

Na semana, o dólar tem variação positiva de 1,3%. No mês de maio, a moeda avança 3,78%. Em 2016, recua 9,5%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia
Às 9h09, alta de 0,65%, a R$ 3,5859
Às 9h49, alta de 0,97%, a R$ 3,5973
Às 10h39, alta de 0,98%, a R$ 3,5978
Às 11h29, alta de 1,03%, a R$ 3,5995
Às 11h59, alta 1,19%, a R$ 3,6055
Às 12h39, alta de 1,23%, a R$ 3,6067
Às 13h39, alta de 1,06%, a R$ 3,6005.
Às 15h09, alta de 0,55%, a R$ 3,5825.
Às 16h03, alta de 0,37%, a R$ 3,5762.

Na quarta-feira (18), o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, sinalizou a possibilidade de um novo aumento de juros em junho.

"Há um rescaldo do movimento de ontem, de aposta em alta de juros do Fed", disse à Reuters o operador da corretora B&T Marcos Trabbold, acrescentando que "predomina a cautela nos mercados externos".

Essas expectativas mantinham a pressão sobre os mercados de câmbio, já que juros mais altos nos EUA tendem a tornar o país mais atraente para investidores, motivando uma fuga de recursos aplicados atualmente em outros mercados.

Também contribuiu para o avanço do dólar frente ao real a queda dos preços do petróleo, reflexo da força da moeda norte-americana e do surpreendente aumento dos estoques da commodity nos EUA.

No cenário local, investidores adotaram cautela em meio a preocupações com a situação fiscal do Brasil, enquanto aguardavam medidas concretas da equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer.

Alta do dólar nesta quinta

Pesaram as perspectivas de aumento dos juros nos EUA pelo FED

O mercado aguardou medidas concretas da equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer

Preços do petróleo caíram, com aumento dos estoques nos EUA

BC não anunciou intervenção no câmbio

"O benefício da dúvida não dura para sempre e o relógio está correndo", resumiu à Reuters o superintendente de derivativos da corretora de um banco nacional.

Intervenção do BC
O Banco Central não anunciou qualquer intervenção cambial para esta sessão. O BC tem aproveitado o recuo recente do dólar para reduzir seu estoque de swaps cambiais tradicionais, que equivalem a venda futura de dólares, especialmente quando a moeda norte-americana recua abaixo de R$ 3,50.

 

Utilizando leilões de swap reverso, que equivalem a compra futura de dólares, e deixando os swaps tradicionais vencerem, o BC reduziu o estoque a cerca de US$ 62 bilhões, segundo dados da instituição. Esse montante somou mais de US$ 100 bilhões durante boa parte do ano passado, segundo a Reuters.

Esses instrumentos, que oferecem proteção contra a variação da moeda norte-americana, tendem a gerar custos para o BC quando o dólar sobe. De maneira geral, operadores esperam que o BC mantenha a estratégia de reduzir essa posição em ocasiões de alívio do câmbio.

Último fechamento
Na véspera, o dólar fechou em alta de 2,04% frente ao real, negociado a R$ 3,5629 na venda.

 

 

 

G1