Dólar fecha abaixo de R$ 3,50 e termina a semana em queda

Dólar fecha abaixo de R$ 3,50 e termina a semana em queda

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (14), refletindo o recuo nos mercados externos após a moeda da China, o iuan, interromper uma série de três dias consecutivos de depreciação, movimento que vinha golpeando o apetite por risco nos mercados globais.

A moeda norte-americana fechou a R$ 3,4831, em baixa de 0,87%. Veja cotação. Na semana, a queda foi de 0,71%. O dólar fechou a semana passada a R$ 3,5081.

 

 
No mês e no ano, o dólar acumula alta de 1,71% e 31,01%, respectivamente.

 

Os investidores avaliavam também os pronunciamentos do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Levy participou de um evento da Amcham em São Paulo, enquanto Tombini falou em um seminário sobre estabilidade financeira também na capital paulista.

Levy afirmou nesta sexta-feira que a alta do dólar frente ao real vai ajudar a indústriabrasileira e que é preciso trabalhar duro para aprovar leis que melhorem o ambiente de negócios no país.
 
Já Tombini afirmou que, diante do avanço da inflação, a expectativa do Banco Central é que o índice oficial acumulado em 12 meses atinja seu pico neste trimestre e permaneça em níveis elevados até o final do ano. Na sequência, a trajetória de queda dos preços deverá ser iniciada.

A percepção de menor risco político corroborava o movimento do câmbio no mercado brasileiro, segundo a agência Reuters, com investidores enxergando menores chances de a presidente Dilma Rousseff não terminar seu mandato após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís RobertoBarroso decidir que as contas do governo devem ser analisadas em sessão conjunta do Congresso Nacional, e não separadamente pela Câmara dos Deputados ou Senado.

 

"Tanto aqui quanto lá fora, temos fatores que justificam algum alívio", disse à agência o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.
 
"O mercado teve um surto, mas está voltando à realidade. Não dá para trabalhar com um cenário de impeachment como cenário-base", disse o tesoureiro-chefe de um banco nacional.
 
 
G1