Dólar cai 1,20% e fecha a R$ 2,2170, no menor nível em cinco meses

Dólar cai 1,20% e fecha a R$ 2,2170, no menor nível em cinco meses

O dólar à vista fechou no menor nível em cinco meses nesta segunda-feira,7, pressionado por uma série de fatores. No cenário interno, uma emissão externa do BNDES sugere fluxo positivo nas próximas semanas e a queda da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de opinião também colabora para a retração da moeda norte-americana. No exterior, o relatório do mercado de trabalho nos EUA (payroll) continua repercutindo, ao passo que a renovada tensão geopolítica na Ucrânia favorece moedas mais seguras, como o iene.

O dólar à vista no balcão terminou a sessão com queda de 1,20%, a R$ 2,2170, o menor nível desde 30 de outubro do ano passado (R$ 2,1950). O giro, no entanto, foi baixo, perto de US$ 1,18 bilhão por volta das 16h30, segundo dados da clearing de câmbio da BMF&Bovespa. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 0,89%, a R$ 2,2310. O volume de negociação estava em quase US$ 15,43 bilhões

Fontes informaram ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que o BNDES captou US$ 1,5 bilhão em uma emissão externa nesta segunda-feira, volume superior ao estimado inicialmente. Já a Gerdau poderia levantar entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão. Com isso, é provável que o fluxo cambial permaneça positivo nas próximas semanas. Hoje, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que a balança comercial teve déficit de US$ 470 milhões na primeira semana de abril, levando o resultado no ano para um saldo negativo de US$ 6,542 bilhões.

Além disso, no fim de semana uma pesquisa do Datafolha mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu 6 pontos porcentuais e aparece com 38% das intenções de voto para as eleições de outubro. Os principais adversários, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), aparecem com 16% e 10%, respectivamente. Mesmo que Dilma não perca a eleição, a percepção dos eleitores é que o recado das urnas vai forçar o governo a adotar uma postura menos intervencionista e mais ortodoxa.