Dirigente queniano acusado de chantagear atletas se afasta de funções

Dirigente queniano acusado de chantagear atletas se afasta de funções

Nairóbi, 16 fev (EFE).- O diretor-executivo da federação queniana de atletismo, Isaac Mwangi, se afastou temporariamente do cargo para se defender da denúncia de que chantageou duas atletas que testaram positivo para doping, divulgou nesta terça-feira a entidade.

"Ele deixará o posto por 21 dias, para apresentar sua defesa durante a investigação que a federação iniciará na próxima segunda-feira", afirmou Jackson Tuwei, presidente da entidade, por meio de comunicado.

Os dois atletas que denunciaram o dirigente foram Joy Sakari e Francisca Koki. Ambas garantem que Mwangi exigiu 2,5 milhões de xelins quenianos (R$ 98,7 mil) de cada um, para reduzir a punição por doping.

Sakari e Koki deram positivo por furosemida, um diurético utilizado para ocultar outras substâncias proibidas, em um controle antidopagem realizado em agosto do ano passado, em Pequim. Por isso, elas foram suspensas por quatro anos.

Mwangi anunciou que irá tomar medidas contras as duas atletas, garantindo que se tratam de acusações "absurdas".

A Agência Mundial Antidoping (WADA) divulgou na semana passada que está "extremamente preocupada" com esse caso, e que solicitaria as informações detalhadas, para determinar se será feita uma investigação pela comissão de ética da federação internacional (IAAF).

 

 

 

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