Diplomata espanhol confessa ter matado esposa brasileira, diz polícia

Diplomata espanhol confessa ter matado esposa brasileira, diz polícia

  O Conselheiro de Interior da Embaixada da Espanha no Brasil, Jesús Figón Leo, de 64 anos, confessou à Polícia Civil do Espírito Santo, nesta terça-feira (12), ter assassinado a esposa Rosemary Justino Lopes, de 56 anos, dentro do apartamento do casal, em Jardim Camburi, Vitória, segundo o delegado Adroaldo Lopes.

O conselheiro se apresentou espontaneamente à polícia e contou que matou a mulher após uma discussão, nesta madrugada.

Eles eram casados há quase trinta anos. Ele trabalhava na Embaixada da Espanha, em Brasília, mas passava alguns dias na residência que tinha com a esposa em Vitória. Ela era capixaba.

O delegado responsável pelo caso explicou que estava em casa quando recebeu a ligação de um delegado aposentado, que é amigo de Jesús, relatando o homicídio.

“Esse delegado recebeu um telefonema de Jesús em que ele contava que tinha matado a mulher. De imediato, esse delegado fez contato com um advogado e ambos foram até a casa de Jesús verificar. Chegando ao local, ele adentrou ao imóvel, verificou a presença de um corpo, e me telefonou dizendo que estava indo para a delegacia”, disse Adroaldo.

À polícia, Jesús alegou que a esposa sofria de depressão e era alcoólotra. “No dia de ontem ela teria feito excessiva ingestão de bebida alcoólica e durante a madrugada eles tiveram uma briga. Ela pegou uma faca para atacá-lo, ele tomou a faca e efetuou os golpes”, disse o delegado.

O conselheiro conta com imunidade diplomática, o que faz com que a investigação deste crime seja diferente de outros homicídios. Ele foi liberado por volta das 18h30. “Ele está sendo entregue a um adido diplomático que vem do Rio de Janeiro diretamente para acompanhar o caso” , disse Adroaldo.

O delegado não soube dizer se Jesús vai responder pelo crime no Brasil. Segundo ele, vai haver um “cumprimento de leis brasileiras, internacionais e tratados internacionais”.

A Polícia Civil do Espírito Santo informou que por determinação do Ministério da Justiça e Ministério das Relações Exteriores as investigações seguem em sigilo. Ambos os ministérios foram procurados pela reportagem, mas ainda não informaram porque decretaram segredo no caso.

 

 

 

 

 

G1