Dilma recebe de Blatter taça da Copa do Mundo no Palácio do Planalto

Dilma recebe de Blatter taça da Copa do Mundo no Palácio do Planalto

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira (2) a taça da Copa do Mundo do presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. O mundial começará no próximo dia 12 com a partida entre Brasil e Croácia, em São Paulo.

O troféu percorreu 89 países, desde setembro do ano passado, antes de chegar ao Brasil em abril. Feita de ouro maciço e pedras semipreciosas, a taça tem 36,8 centímetros de altura e pesa cerca de seis quilos. Somente campeões mundiais e chefes de Estado podem tocá-la. No Brasil, ela passou por cidades-sede, como Brasília, Recife e São Paulo.


Durante a cerimônia de entrega da taça, o presidente da Fifa afirmou que não é preciso lembrar que a seleção brasileira é pentacampeã e que ele acredita que, durante a Copa, 201 milhões de brasileiros irão torcer pelo sexto título. Ela também disse que esta será "a melhor Copa do Mundo da história.

"Tenhamos certeza que esse evento vai dar ao Brasil uma oportunidade extra de se promover, de fato, durante mais de um mês, porque todos os olhos do mundo, através da televisão, vão se voltar para o Brasil", disse Blatter.

"O futebol consegue unir as pessoas, como símbolo da paz, como ensinado pelo Papa Francisco. Pombas voarão na Arena São Paulo logo antes de começar o jogo de abertura, o que é um grande símbolo", concluiu o presidente da Fifa.

Durante seu discurso, a presidente Dilma Rousseff também reforçou que a Copa no Brasil será oportunidade para combater o racismo e discriminação e promover a paz.

"Façamos da Copa do Mundo Fifa 2014 um momento histórico, em favor do respeito à diversidade e contra a discriminação e o racismo. O Brasil nação, onde todas as etnias e raças do mundo se encontram e convivem fraternalmente os convida a engajar nessa tarefa"
Dilma Rousseff

"Façamos da Copa do Mundo Fifa 2014 um momento histórico, em favor do respeito à diversidade e contra a discriminação e o racismo. O Brasil nação, onde todas as etnias e raças do mundo se encontram e convivem fraternalmente os convida a engajar nessa tarefa", disse.

A presidente também disse que os estádios e aeroportos estão prontos para receber os turistas brasileiros e estrangeiros; reiterou ainda que haverá segurança para os visitantes. Sem falar em manifestações, Dilma disse que o Brasil "respeita a liberdade de manifestação e expressão, um país que a valoriza e é capaz de conviver com ela".

Depois acrescentou que o país também "é capaz de preservar os direitos daqueles, daquela maioria que quer assistir aos jogos, que quer se confraternizar e comemorar", antes dar boas-vindas aos estrangeiros. "Queria dizer a eles, em nome do povo brasileiro, sejam muito bem-vindos. Vocês vão encontrar o Brasil em transformação, multicultural, um país belo, um país hospitaleiro", completou.

Dilma também demonstrou expectativa numa vitória da seleção brasileir, depois de lembrar que o elenco atual estará sob o comando de dois técnicos que já conquistaram o mundial -  Luiz Felipe Scolari (treinador) e Carlos Alberto Parreira (coordenador técnico).

"Nossa dedicação é tão grande como nossa torcida, que começa a se contaminar pelo hexacampeonato. Tenho certeza de que é compartilhado por todos, os mais de 200 milhões de brasileiros, o sentimento de torcida. (...) E no próximo dia 13 [de julho, dia da final da Copa] mais 23 brasileriso possam tocar nessa taça", concluiu a presidente.

Blatter chegou ao Brasil neste domingo (1º), desembarcando na capital paulista. A previsão é que ele deixe Brasília ainda nesta segunda. A cerimônia contou com a presença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do capitão do penta, o jogador Cafu.

A Copa do Mundo terá 64 jogos em 12 cidades. A final está marcada para 13 de julho, no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. O palco é o mesmo da final da Copa das Confederações, em junho do ano passado, quando o Brasil se tornou campeão após derrotar a Espanha por 3x0.

G1