Dilma não decidiu se veta mudança no fator previdenciário, diz ministro

Dilma não decidiu se veta mudança no fator previdenciário, diz ministro

  A dois dias do fim do prazo para a sanção presidencial de texto do ajuste fiscal, o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, afirmou nesta segunda-feira (15) que a presidente Dilma Rousseff ainda não decidiu se vetará ou sancionará a mudança no fator previdenciário. A alteração foi incluída por deputados na medida provisória que modifica o acesso à pensão por morte.

"A presidenta ainda não tomou decisão. Ela tem até quarta-feira [17] para fazê-lo. Ela é muito cuidadosa, não só com o cenário político, mas com o cenário das contas da Previdência Social e com as contas da União como um todo. A presidenta não tomará medidas sem conhecer absoltuametne todos os números", declarou Gabbas.

 
O texto aprovado no Legislativo dentro da MP do ajuste fiscal estabelece a chamada “fórmula 85/95”, que permite a aposentadoria integral quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingir 85 (mulheres) ou 95 anos (homens). No entanto, na avaliação do governo, a mudança significa mais despesas e poderá representar um rombo ainda maior na Previdência no longo prazo.

Em entrevista coletiva após reunião com as centrais sindicais nesta segunda, o ministro disse que a regra chancelada pelos parlamentares é "inviável" e traz riscos para o modelo previdenciário. "Nós não tomaremos medida que coloque em risco a sustentabilidade do modelo previdenciário brasileiro. É um modelo com ampla proteção, um dos modelos que mais tem proteção no mundo", declarou.

O ministro também negou que fará recomendação para que a proposta seja vetada. "Eu não afirmei que a previdência fará uma recomendação para a presidenta vetar a emenda aprovada no Congreso. Nós estamos, não só o ministro, mas o conjunto de ministros, estamos debatndo o tema e levaremos à presidenta alternativas. O que fizemos hoje foi ouvir as centrais pra saber o que vinha de alternativa. Eles apresentaram: 'queremos a sanção e pronto'", disse o ministro.
 
 
 

G1