Dilma minimiza rejeição em pesquisas e diz que campanha está no início

Dilma minimiza rejeição em pesquisas e diz que campanha está no início

A presidente Dilma Rousseff minimizou nesta segunda-feira em sabatina a veículos de comunicação a rejeição à sua candidatura nas pesquisas eleitorais mais recentes em razão do processo inicial da campanha eleitoral e sinalizou que apostará principalmente no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV para divulgar as ações do governo federal, sobretudo em São Paulo, maior colégio eleitoral do país e onde há forte rejeição a seu nome. 

“Normalmente, em situação como estou, não há grau de conhecimento razoável sobre tudo que o governo federal fez em São Paulo”, disse a presidente. “Acredito na capacidade de explicar, colocar as coisas às claras, no horário eleitoral gratuito e em tudo que temos condições de debater em uma campanha”, completou. 

Fidelidade do PR

Com relação a troca do titular no Ministério dos Transportes, a presidente disse que não se sentiu chantageada pelo PR ao trocar o ministro César Borges pelo seu antecessor na pasta, Paulo Sérgio Passos. Logo após fazer a substituição, o PR aceitou fazer parte da coligação de apoio à reeleição da petista.

"Eu tenho os dois em alta conta, eu só aceito ministros que tenho em alta conta". Segundo ela, o PR disse que se sentia melhor representado pelo Paulo Sérgio e Dilma concordou em remanejá-lo de volta ao posto. Em contrapartida, como considera Borges um bom quadro, acomodou-o na Secretaria de Portos, para tocar o projeto de concessão de arrendamentos.

"O que eu não fiz foi interromper a governabilidade na área de transportes". "Eu tenho orgulho de ter os dois no meu governo", afirmou.

Patrimônio

Sobre a declaração de patrimônio antes da campanha, Dilma rememorou o tempo em que foi perseguida durante a ditadura militar, quando chegou a ficar presa por três anos, ao comentar o total de R$ 152 mil em espécie declarado em sua relação patrimonial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro da candidatura à reeleição.

“Sete anos da minha vida vivi fugida, são coisas que você incorpora”, disse a presidente em uma das explicações apresentadas aos questionamentos feitos por jornalistas durante sabatina promovida nesta tarde por Folha de S.Paulo, UOL, Jovem Pan e SBT. A presidente chegou a fazer menção ao período em que dormia usando sapatos para uma eventual fuga emergencial, mas garantiu que atualmente não precisa fugir. 

Dilma disse que “parte disso a gente deposita [em poupança] ao longo do ano” e também afirmou que outro montante desse recurso é dado para a sua filha, Paula, poder viajar. “Eu sou um pouco assim”, disse a presidente. “Já vivi com dinheiro, já vivi sem dinheiro”, completou.


 
Valor Econômico