Dilma e Aécio trocam agressividade por guerra de números em penúltimo debate

Dilma e Aécio trocam agressividade por guerra de números em penúltimo debate

Dilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, e Aécio Neves, presidenciável do PSDB, participaram neste domingo (19) do penúltimo debate antes do segundo turno das eleições presidenciais. O tom foi bem menos beligerante do que nos dois confrontos anteriores, apresentados pelo SBT e pela Band. Em vez de ataques diretos, os dois fizeram uma guerra de números, citados numa frequencia capaz de confundir os eleitores que estavam à frente da televisão.  

Feita por Dilma, a primeira pergunta do debate foi sobre pequenos e médios empreendedores. “Meu governo deu um forte apoio ao microempreededor individual e à microempresa que, juntos, correspondem a 40% dos negócios no País. Reduzimos impostos e formalizamos a situação”, disse a presidente. Em sua resposta, o tucano ressaltou que legislação do Simples foi criada no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (FHC) na Presidência.

 

“Nossa posição é a mesma que tivemos quando o criamos, no governo FHC. O que nós queremos é continuar ampliando o acesso ao micro-empresário”, argumentou Aécio.

A Rede Record realizou na noite deste domingo (19) o terceiro debate presidencial do segundo turno da eleições . Foto: Reprodução

O debate entre eles se tornou mais combativo quando Aécio disse que o Brasil vive uma crise econômica, com aumento da inflação. “Eu a convido a debater o presente. Por que a indústria está demitindo 100 pessoas por dia em São Paulo? Por que a indústria está sucateada? Por que tivemos nos últimos seis meses os piores meses da década com relação à geração de emprego?”, questionou o tucano.

 

Dilma respondeu citando a proposta da equipe econômica do tucano de ter uma meta de inflação de 3% ao mês, o que segundo ela levaria o nível de desemprego e taxa de juros no País. "Eu tenho certeza que a inflação está sobre controle e isto é inequívoco", afirmou a petista.

Petrobras volta ao debate

As denúncias de corrupção da Petrobras voltaram a ser tema de confronto entre os dois adversários pela Presidência quando Aécio trouxe o tema à tona.

"Agora a senhora finalmente reconhece que houve desvios na Petrobrás. João Vaccari Neto continuará como tesoureiro do PT e no Conselho da Usina de Itaipu?”, provocou o tucano. Como nos debates anteriores, Dilma voltou a dizer que o caso só está sendo investigado porque os governos petistas fortaleceram instituições como a Polícia Federal e Ministério Público.

Dilma ainda acusou o governo FHC de engavetar denúncias de corrupção. “O senhor confia em todos aqueles que, segundo as mesmas fontes que acusam o Vaccari, dizem que o presidente do seu partido, que infelizmente está morto, recebeu propina? Na última vez que denunciaram pessoas do seu partido sobre o cartel do Metrô, o senhor disse não acreditar em delatores. Eu faço diferente. Eu preciso saber quem foi e quanto recebeu”, argumentou a petista.

 

IG