Dilma diz que ação irresponsável causou desastre no Rio Doce

Dilma diz que ação irresponsável causou desastre no Rio Doce

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (30) em Paris, durante seu discurso no primeiro dia da cúpula do clima, que uma ação irresponsável causou o rompimento de barragens na bácia hidrográfica do Rio Doce, levando lama a vários distritos de Mariana, em Minas Gerais. Dilma está em Paris para participar da COP21.

 

"A ação irresponsável de umas empresas provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil, na grande bácia hidrográfica do rio Doce", afirmou. "Estamos reagindo pesado com medidas de punição, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrencias e também punindo severamente os responsáveis por essa tragedia."
 
O rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da empresa de mineração Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP Bilton, liberou mais de 30 milhões de m³ de rejeitos no dia 5 de novembro, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e contaminando o Rio Doce.

 

A lama jogada no rio pela barragem chegou ao litoral Norte do Espírito Santo e também avançou mar adentro.

 

No último dia 27, foi identificada a 10 vítima da tragédia. O corpo de Edinaldo Oliveira de Assis, de 40 anos, que era operador de escavadeira e estava desaparecido, foi identificado no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. Ele trabalhava em uma empresa que prestava serviço para a Samarco.
 
Outros três corpos ainda estavam no local na data, mas ainda aguardam reconhecimento. Nove pessoas continuam desaparecidas, sendo seis funcionários e três moradores da região.
 
Dilma visitou Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, no dia 12 e afirmou, na ocasião, que responsáveis pela tragédia de Mariana serão responsabilizados, mas que o governo federal não pode ficar de "braços cruzados". Questionada se vai rever como a mineração acontece no Brasil, ela disse: "Vamos rever tanto ambientalmente, quanto a regulação dos rejeitos".

 

A presidente também pediu mais proatividade da Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, no apoio às vitimas da tragédia de Marian

 

G1