Dilma atribui queda na popularidade à 'situação econômica adversa'

Dilma atribui queda na popularidade à 'situação econômica adversa'
A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista à TV Russia Today que a queda na sua popularidade em pesquisas recentes se deu em razão da "situação econômica bastante adversa". A entrevista foi concedida ao canal nesta quinta-feira (9) e, o conteúdo, divulgado nesta sexta (10) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
 
Dilma esteve na Rússia nesta semana para participar da VII Cúpula do Brics, grupo de países emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Após o evento, ela seguiu para a Itália, onde se reuniu nesta sexta com o primeiro-ministro do país, Matteo Renzi, e apresentou oPlano de Investimento em Logística.
 
Pesquisa Ibope divulgada na semana mostrou que 9% consideram o governo "ótimo" ou "bom", enquanto 68% o avaliaram como "ruim" ou "péssimo" e 21%, "regular". O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ouviu 2.002 pessoas entre 18 e 21 de junho, em 141 municípios.

 

Em qualquer país do mundo você tem quedas de popularidade. A minha decorre de uma situação econômica bastante adversa. Eu tenho certeza que isso vai melhorar"
Presidente Dilma Rousseff

 

"Em qualquer país do mundo você tem quedas de popularidade. A minha decorre de uma situação econômica bastante adversa. Eu tenho certeza que isso vai melhorar. E o que importa é, sem sombra de dúvida, que nós estamos trabalhando duro para tirar o Brasil dessa situação de crise. E isso é o que nós vamos ter como nosso foco principal", disse a presidente, perguntada sobre o porquê de os índices de popularidade dela terem "caído bastante".
 
Na entrevista à TV russa, Dilma afirmou que, além do Brasil, outros países do Brics, como a Rússia e a China, enfrentam situações "passageiras" na economia – nesta quinta, em entrevista, ela chegou a dizer que o Brasil passa por momento "extremamente duro", mas tem "fundamentos sólidos" para retomar o crescimento.
 
Ao falar sobre o cenário econômico do grupo, ela afirmou que os países começaram a "experimentar" os efeitos da crise internacional.

 

"Mas nós conseguimos passar o pior momento. Nós estamos, há seis anos, impedindo que a crise afete o desemprego e afete a renda do povo brasileiro. Mas tem um limite para essa situação. Mas a economia brasileira, ela tem fundamentos sólidos, nós nos recuperaremos rápido", declarou.
 
País 'sólido'
Classificada durante a entrevista de "ídolo e super-heroína" em razão de "todo o seu passado", Dilma afirmou que ainda falta fazer "muito" para o Brasil, mas ressaltou: "nunca, em um país, você consegue cumprir tudo o que você tem de fazer. Todo dia você tem de lutar para fazer mais."
 
Ao destacar o "momento adverso" pelo qual o Brasil passa, a presidente disse ser preciso trabalhar "ainda mais" para conseguir que o país saia "mais rápido" da crise.
 
"Nós somos um país sólido do ponto de vista macroeconômico. Nós não temos bolha, o nosso sistema bancário é absolutamente robusto. Não há razão para que o Brasil não volte a crescer", concluiu.

 

 

G1