Diabético amputa perna e diz que médico cubano teria receitado compressa morna, na Paraíba

Diabético amputa perna e diz que médico cubano teria receitado compressa morna, na Paraíba
Um aposentado diabético de 63 anos está acusando um médico cubano de ter suspendido a medicação e receitado uma fórmula caseira para tratamento de uma ferida, o que teria acelerado o processo de amputação de parte da perna.
 
O caso, que foi denunciado nessa terça-feira (4), ocorreu na cidade paraibana de Lagoa, a 406 km de João Pessoa, onde atuam dois médicos estrangeiros.
 
Elpídeo Ferreira da Silva está internado no Hospital de Emergência e Trauma da cidade de Campina Grande, mas receberá alta médica nesta quarta-feira (5).
 
Ele gravou um vídeo e divulgou nas redes sociais narrando o problema e mostrando o processo de putrefação do pé esquerdo.
 
Conforme o paciente, há 24 anos ele faz o tratamento de controle do diabetes e teria se ferido no pé. Seu Elpídeo, como é chamado, estava tomando uma medicação e há dois meses foi ao posto de saúde da família e o médico cubano teria cortado o remédio e receitado compressa de água e sal. "Estava apenas com uma topada no dedo do pé. Apenas suspender a medicação e o curativo, o problema se agravou e a ferida tomou conta do pé", afirmou o idoso.
 
Segundo o médico Geraldo Medeiros, diretor do hospital, o paciente revelou que a ferida ocorreu há dois meses e desde então dava compressas conforme o médico da unidade onde ele foi atendido receitou. O problema se agravou e teve de alguns dedos amputados. Dias depois o aposentado voltou ao hospital e teve que amputar parte da perna devido o estado de necrose.
 
O corregedor do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Valberto Trigueiro, disse que o órgão não tem autonomia dos profissionais do programa ‘Mais Médicos’. “Na verdade, não sei quantos são nem quantos atuam na Paraíba. Não temos nenhuma relação com os médicos cubanos e nem se os profissionais cursaram uma faculdade de medicina. Solicitamos ao Ministério da Saúde os nomes e os registros, mas até agora não obtivemos respostas”, disse o corregedor.
 
O Portal Correio tentou durante toda a manhã desta quarta entrar em contato com Prefeitura Municipal de Lagoa, mas os telefones deram todos desligados. A assessoria de imprensa do Ministério Saúde informou que ainda não recebeu nenhuma denúncia a cerca do caso.
 
Do Portal Correio