Desgastado, Alckmin perde terreno para Aécio no PSDB

Desgastado, Alckmin perde terreno para Aécio no PSDB

Pesquisa Datafolha sobre a popularidade dos principais presidenciáveis para 2018 mostra que o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) vai ter dificuldade para se impor sobre o correligionário mineiro Aécio Neves, senador e presidente nacional da legenda. Nas simulações onde os dois tucanos são considerados, ao lado do ex-presidente Lula e da ex-ministra Marina Silva, Alckmin sequer iria ao segundo turno. Diferentemente de Aécio, o favorito, segundo a pesquisa, realizada nos dias 25 e 26 de novembro.

O Datafolha aponta o seguinte. Se as eleições fossem hoje, Aécio teria 31% contra 22% de Lula e 21% de Marina Silva. Aécio, no entanto, tinha 35% na pesquisa anterior e também vem tendo aumentos em sua taxa de rejeição. Num segundo cenário, com Geraldo Alckmin no lugar de Aécio Neves, Marina Silva apareceria em primeiro, com 28%, seguida por Lula com 22% e Geraldo Alckmin com 18%. Nas simulações de segundo turno, Aécio venceria Lula e Marina. Ela, por sua vez, derrotaria tanto Alckmin como Lula.

A popularidade de Alckmin vem derretendo devido a problemas locais que ganharam proporções nacionais. É o caso da grave crise hídrica, que deixa os paulistanos sem água nos meses de estiagem. O governo tentou atribuir o problema às questões climáticas, mas foi desmentido por ele mesmo. Relatórios da Sabesp já apontavam, em 2001, a para o colapso no Sistema Cantareira. O próprio Alckmin, governador em 2003, anunciava que “por limites naturais e falta de políticas eficientes, São Paulo só atende demanda por água até 2010”.

Mais recentemente, a crise do anunciado fechamento de 94 escolas causou e vem causando um abalo sísmico na imagem do governador paulista. Revoltados, alunos ocuparam diversas unidades, ganhando apoio de professores, pais, população e até da mídia. Numa encruzilhada, Alckmin tenta reverter a ocupação com diálogo, mas não descarta usar força policial para executar as desocupações, o que seria um atestado de brutal insensibilidade humana e política. A intervenção das forças policiais não é recomendada sequer pelo comandante da PM paulista.

 

 

 

Brasil 247