Desembargador José Alves inova e antecipa transição em 3 meses antes de deixar cargo no TRE

Desembargador José Alves inova e antecipa transição em 3 meses antes de deixar cargo no TRE

Por decisão do desembargador-presidente José Alves, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) coloca em prática um ato que deveria ser comum na Corte, mas que somente a partir de hoje passa a ser praticamente uma obrigação: a transição da gestão. Ocorre porque o magistrado assumiu o cargo “sem saber nem mesmo quantos andares tinha este prédio (TRE)”, destacou.

O desembargador José Alves conclui o mandato à frente da presidência do Tribunal Regional Eleitoral em março, mas nesta quinta-feira (12), em meio a uma sessão administrativa, ele passou a documentação contendo o balanço de sua gestão “para que o meu sucessor possa fazer seu próprio planejamento e faço isso de forma amiga”.

Colocou-se à disposição do desembargador José Aurélio, seu sucessor à frente do comando da Justiça Eleitoral da Paraíba, para qualquer informação que desejar, “até para que tenha plena liberdade na condução de sua administração; isto eu não pude fazer”, lamentou

Durante a sessão, o desembargador José Alves disse que deixa a presidência da Corte cumprindo metas estabelecidas, ações como atingir o maior número de eleitores cadastrados no sistema de biometria, “atualmente, 345 mil pessoas já estão com registro pronto”. Segundo ele, “em fevereiro, quando entregarmos o cargo para o desembargador José Aurélio, esperamos atingir a marcar de 645 mil e aí já podemos homologar”.

Lamentou, no entanto, não puder atender o maior número de eleitores por falta de recursos. “O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos pediu um levantamento por biometria e encaminhamos o valor de 13 reais por eleitor. Porém, só nos foi enviado 1 real e 80 centavos”. Ao entregar o relatório ao sucessor, o desembargador José Alves desejou “a maior sorte do mundo ao desembargador José Aurélio”.

O ato do presidente José Aurélio foi elogiado por todos os membros do Tribunal Regional Eleitoral, sobretudo pela inovação que dá oportunidade ao sucessor conhecer, com antecedência, a situação administrativa e financeira da Corte. Ou seja, a partir de agora os futuros presidentes terão a responsabilidade e obrigação de fazer o mesmo.

 

 


Marcone Ferreira