Deputados partem para agressão há poucas horas da votação de impeachment

Deputados partem para agressão há poucas horas da votação de impeachment

Faltando poucas horas para iniciar votação de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff,  o clima esquentou no plenário da Câmara Federal e deputados saíram do discurso e partiram para a agressão física.

De acordo com o jornalista Magno Martins, colaborador do Portal MaisPB na cobertura da política em Brasília,  Vitor Valim (PSDB-CE) e Sibá Machado (PT-AC) protagonizaram o momento mais tenso.

Em seu pronunciamento, o tucano chamou os petistas de “bandidos” e ao descer da tribuna,  Sibá foi  tomar satisfações. Valim não gostou da abordagem e empurrou o colega, dando início à confusão. Outros parlamentares intervieram e seguraram o tucano para impedir o agravamento do embate.

“O Sibá bateu no meu peito e disse que, se eu continuasse no plenário, iria me pegar. Vai fazer o que comigo? Um bandido desse, de um partido desse ainda vem ameaçar os outros? Eu o empurrei, respondi à altura”, afirmou Valim.

O petista confirmou ter ido ao encontro de tucano, em suas palavras, para avisá-lo de que iria “lhe dar um pau”, quando pegasse o microfone.

“Eu perguntei: ‘Você vai estar aqui quando eu falar? Vou rebater, vou lhe dar um pau. O que isso, o cara nos chamar de safados, bandidos, de tudo?”, justificou Sibá Machado.

Antes, Glauber Braga (PSOL-RJ) teve que  contido por colegas e pela Polícia Legislativa durante bate-boca com o deputado Rocha (PSDB-AC).

Braga também havia acabado de discursar, quando pediu respeito a Rocha e criticou os que tentaram interrompê-lo.

Com o plenário dividido, Braga passou a acompanhar os pronunciamentos na área em que está concentrada a oposição. Um dos parlamentares anti-governo disse que ele deveria se juntar ao grupo contrário ao impeachment.

Irritado, Glauber Braga partiu em direção a Rocha: “Eu vou permanecer onde bem entender. Alguém vai me tirar daqui? Não vai”, afirmou.

Um policial legislativo se posicionou entre os dois. Outros deputados, principalmente da oposição, seguraram o parlamentar do PSOL, até que ele se acalmasse e saísse do plenário.

Depois do ocorrido, Braga deu sua versão da confusão: “Eu fui falar com eles com polidez e educação, e eles se juntaram para tentarem me tirar dali”, contou.

Já Rocha argumentou que a batalha ocorrerá hoje, quando a Câmara decidirá se afasta ou não Dilma da presidência. “Não tem porrada, não. Aqui é no voto que nós vamos ganhar”, provocou o tucano.

 

 

 

MaisPB

com Blog do Magno Martins