Deputados divergem sobre fim do voto secreto na Assembleia

Deputados divergem sobre fim do voto secreto na Assembleia

O fim do voto secreto na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) dividiu opiniões durante sessão desta quarta-feira (18) na Casa de Epitácio Pessoa. A matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça durante reunião dessa terça-feira. Após a aprovação pela CCJ, a matéria deverá seguir para apreciação do plenário nos próximos dias.

Autor da PEC que institui o voto aberto na Assembleia, o deputado João Bosco Carneiro Júnior (PSL), reiterou a importância do projeto e disse que a iniciativa garantirá mais transparência nos atos da classe política.

Segundo Bosco Carneiro Júnior não há razão para se continuar realizando votações secretas. “A sociedade exige que o homem público tenha clareza e transparência em suas posições, por isso defendemos o voto aberto na Assembleia e acreditamos na aprovação da matéria pela Casa”, comentou.

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Renato Gadelha (PSC), se mostrou contrário à medida e disse que a mudança acabará com a autonomia dos poderes. Segundo ele, o deputado só é livre quando vota secretamente. “O voto secreto foi instituído para proteger o deputado no exercício da função, para que não sofra retaliações do poder executivo”, declarou.

Questionado se a permanência do voto secreto estaria fora de moda frente às exigências da atual sociedade, o deputado disse que se a iniciativa for aprovada pela Casa terá que ser reformada no futuro. “O voto secreto é livre das imposições e pressões externas. Até na eleição do Papa, o voto é secreto”, afirmou.

 

 

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