Deputados aprovam moção de aplauso ao governador depois de muita discussão

Deputados aprovam moção de aplauso ao governador depois de muita discussão

Depois de quase três horas de discussão e com sete votos contrários da bancada de oposição, foi aprovada a Moção de Aplauso ao governador Ricardo Coutinho (PSB) proposta pelo deputado Anísio Maia (PT).

 A matéria voltou à pauta da Casa depois de três sessões sem ter sido aprovada por desentendimentos entre os parlamentares.

Os deputados da bancada de oposição que votaram contra foram: Camila Toscano (PSDB), Tovar Correia Lima (PSB), Bruno Cunha Lima (PSDB), João Henrique (DEM), Arnaldo Monteiro (PSC), Renato Gadelha (PSC) e Manoel Ludgério (PSD).

O presidente da Casa, deputado Adriano Galdino chegou a questionar a resistência dos deputados à matéria do deputado Anísio Maia, uma vez que, o governador estava tão somente tendo uma conduta corajosa ao defender a democracia e a legalidade do país e leu a justificativa do deputado petista para conscientizar os demais pares.

O vice-líder da oposição, deputado Bruno Cunha Lima falou em nome dos demais criticando a atitude do líder do governo Hervázio Bezerra (PSB), que discordou dos votos da oposição.

“Ele defende a liberdade democrática do governador, que defende a presidente Dilma Rousseff, e é senso contrário do seu próprio partido que decidiu apoiar o impeachment, mas não consegue compreender o posicionamento dos colegas que votaram contra”, disse.

Bruno Cunha Lima comentou ainda que o parlamento era quem estava em dissonância da maioria do país e daqueles que os colocaram no Legislativo para representá-los.

“O governador peita o partido e adota uma postura que para ele é a correta, só que a nossa opinião é distinta e é necessário que seja respeitada no sentido de que cada um defenda a bandeira do seu partido pelo qual foi votado para representar o povo”, ressaltou.

Conforme o deputado, o problema é que a inversão de valores morais e políticos do país os entregam a uma “prostituição” partidária e faz com que não existam mais correntes ideológicas para serem defendidas no Parlamento.

“Se não as correntes espúrias do fisiologismo, do toma lá da cá, e é isso que temos visto no Palácio do Planalto instaurado pelo presidente Dilma Rousseff, quando inicia um balcão de negócio em troca de cargos, votos e ausências nos processos em Plenário. Por isso votamos contra a qualquer menção que se faça nessa Casa em favor da presidente, porque golpe quem está cometendo é ela no instante em que mentiu para toda a nação”, avaliou.

 

 

 

 

 

FONTE: Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba)