Deputado federal é vítima de sequestro-relâmpago

Deputado federal é vítima de sequestro-relâmpago

O deputado federal Aureo Lidio Moreira Ribeiro (Solidariedade-RJ), 37, foi vítima de um sequestro-relâmpago na noite deste sábado (9) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.

Ele e um amigo foram feitos reféns por quatro homens armados na rua Silva Fernandes, na saída da cidade, por volta das 19h20, quando se dirigiam a compromisso na Penha, zona norte do Rio.

“Um Cruze vermelho passou pelo carro onde eu estava com um amigo. Quatro homens armados desceram e anunciaram o assalto. Nos encapuzaram e nos abandonaram na Linha Vermelha”, contou o parlamentar no início da madrugada deste domingo (10). Os criminosos levaram o veículo Jeep em que o deputado estava com o amigo.

O caso foi registrado no 59° Distrito Policial de Duque de Caxias, cidade que é a base eleitoral do parlamentar.

“Foi uma sensação muito ruim ficar com aquilo (o revólver) na cabeça, sem enxergar. Só pensava nos meus filhos. Tive muito medo”, contou.

Segundo Aureo, os criminosos descobriram que ele é deputado federal ao ver seus documentos. Por causa disso, ele achou que os quatro homens poderiam sequestrá-lo por mais tempo.

“Ou coisa pior”, disse. “Mas graças a Deus resolveram nos soltar”.

O deputado usou sua conta no Facebook para relatar o ocorrido e agradecer os amigos e eleitores que se preocuparam. Durante a noite de sábado e parte da madrugada de domingo (10), respondeu a vários comentários de pessoas que lamentaram a falta de segurança na região da Baixada Fluminense.

O deputado prometeu cobrar os governos estadual e municipal para que garantam à população “o direito constitucional de ir e vir”.

Aureo está no segundo mandato na Câmara dos Deputados. É empresário, ligado à Igreja Metodista e fundador da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, Contra Legalização do Aborto.

Em dezembro de 2015, o deputado foi um dos alvos de operação de buscas da Polícia Federal em uma das fases da Operação Lava-Jato. A casa dele foi visitada por policiais o mesmo dia em que a operação chegou a imóveis do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

 

 

 

 

Uol