Dengue no primeiro semestre de 2016 é 108% maior que em mesmo período de 2015

Dengue no primeiro semestre de 2016 é 108% maior que em mesmo período de 2015

O número de casos da dengue disparou no período de 1º de janeiro a 7 de julho de 2016 e atingiu a marca de 35.044 casos. Em comparação com o mesmo período de 2015, ano que foi recorde de incidência ao se encerrar, o número representa um aumento de 108,33%.

Os números constam do último boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Em 2015, no mesmo período, foram registrados 16.821 casos suspeitos da doença.

Foram notificados 34 óbitos suspeitos de dengue, sendo quatro confirmados, dez descartados e 20 seguem em investigação. Segundo a Gerência Executiva de Vigilância em Saúde da SES, a investigação cursa com busca de informações domiciliares, ambulatoriais e hospitalares, conforme Protocolo do Ministério da Saúde.

No mesmo período foram notificados 12.957 casos suspeitos de chikungunya. Foram notificados, também, 13 óbitos suspeitos da doença nos municípios de Monteiro (1), Aroeiras (1), João Pessoa (6), São José do Umbuzeiro (1), Soledade (1), Araruna (1) e Santa Cecília (1). Registrou-se, também, 14 óbitos de casos suspeitos de chikungunya, sendo três confirmados e os demais em investigação.

O Boletim Epidemiológico Nº8 destaca que a faixa etária dos óbitos suspeitos para dengue e chikungunya varia de recém-nascido até 92 anos, o que mostra a susceptibilidade independente da idade. “Destacamos que a estratégia mais efetiva para evitar os óbitos causados pela dengue, zika e chikungunya é a detecção precoce dos casos suspeitos combinada com o manejo correto, de acordo com o agravo. Ao apresentar sintomas, o usuário deve procurar imediatamente a Equipe de Saúde da Família ou serviço de saúde mais próximo”, recomenda a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega.

Com relação ao zika vírus, de 1º de janeiro a 18 de junho de 2016, foram registrados 3.624 casos notificados como suspeitos (Sinan NET). Existem atualmente na Paraíba três Unidades Sentinelas do zika vírus implantadas (Bayeux, Campina Grande e Monteiro), conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Situação Laboratorial – Em 2016, foram analisados pelo Laboratório Centtral de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), 4.673 amostras sorológicas para dengue (650 reagentes, 3.931 não reagentes e 163 indeterminadas). Este ano já existem exames comprobatórios da circulação da doença em 92 municípios.

Os municípios devem coletar amostra de pelo menos 10% dos casos suspeitos por dengue, sendo o antígeno NS1 (em amostras de sangue) do 1º ao 3º dia de início dos sintomas e sorologia do 7º ao 28º dia de sintomas. Todas as amostras devem ser acondicionadas adequadamente para garantir a qualidade do material biológico.

“Para todos os casos com sinais de alarme, graves e óbitos suspeitos de dengue, a SES recomenda a coleta oportuna e envio imediato ao Lacen-PB. Para os municípios que ainda não isolaram o vírus continua a recomendação do envio oportuno do isolamento viral até o 5º dia de sintomas, enviado em 24 h para o Lacen-PB devidamente acondicionado”, reforçou Renata Nóbrega.

Quanto ao zika, em 2015 foi detectada a doença aguda por este vírus nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Olivedos e Cajazeiras. Já em 2016, exames laboratoriais comprovaram a circulação da doença nos municípios de Caldas Brandão, João Pessoa, Guarabira, Conceição, Pilões, Itabaiana, Sapé e Campina Grande.

Sobre a chikungunya, em 2015, houve a confirmação laboratorial em Monteiro. Em 2016 já existem exames comprobatórios da circulação da doença em 87 municípios. Este ano foram analisadas no Lacen-PB 3.598 amostras sorológicas para chikungunya (1.916 reagentes, 1.580 não reagentes, 1 inconclusivo e 102 indeterminadas).

“Lembramos que o Lacen-PB é o serviço de referência estadual para análise das amostras, ficando sob a responsabilidade dos serviços municipais a realização das coletas de material biológico. Para realização da análise o Lacen-PB necessita que o caso esteja cadastrado no Gerenciador de Ambiente Laboratorial (Gal) e notificado no sistema oficial do Ministério da Saúde (Sinan)”, destacou Renata.

Guillain-Barré e outras manifestações neurológicas – Foram informados pelos serviços hospitalares, de julho de 2015 até o momento, 38 casos suspeitos, sendo 16 descartados, seis confirmados e 16 em investigação por suspeita de ter correlação com chikungunya e/ou zika vírus e/ou dengue.

A SES, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, vem recomendando a todos os serviços de saúde a comunicação à Área Técnica Estadual da Vigilância Epidemiológica e a Coordenação Estadual dos Núcleos Hospitalares de Vigilância Epidemiológica, por meio de formulário com dados específicos, com o objetivo de acompanhar e investigar quais possíveis agentes etiológicos desencadearam as manifestações neurológicas com infecção viral prévia de até 60 dias antes.

Vigilância Ambiental – Para o controle vetorial, o Ministério da Saúde recomenda a todos os municípios a realização de visitas a todos os imóveis urbanos (residências, comércios, indústrias, órgãos públicos, terrenos baldios etc) e infraestruturas públicas (praças, parques, jardins, bueiros etc) de seu território, respeitando-se o disposto na Lei nº 13.301, de 27 de junho de 2016. Conforme calendário abaixo:

5º ciclo: Conclusão até 31 de agosto de 2016.

6º ciclo: Conclusão até 31 de outubro de 2016.

7º ciclo: Conclusão até 31 de dezembro de 2016.

Recomenda, ainda, a realização do Levantamento de Índice Rápido Amostral (LIRAa) no período de 11 a 15 de julho de 2016.

Mudança na Portaria de Notificação Compulsória – Na Portaria GM Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, ficou definido que todo óbito suspeito de chikungunya deve ser informado imediatamente à SES. Permanece a orientação de que todo caso suspeito deve ser notificado.

Além disso, desde o dia 17 de fevereiro, ficou instituída também a notificação obrigatória para todos os casos suspeitos de zika vírus. A notificação deve ser registrada no Sinan NET. Nos casos suspeitos de zika vírus em gestante e óbitos suspeitos da doença, as Secretarias Municipais de Saúde devem comunicar em até 24 horas à SES, por meio do Cievs (98828-2522) e Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas (3218-7493). A SES destaca que a notificação para os três agravos (dengue, chikungunya e zika vírus) deve ocorrer de acordo com a clínica mais compatível e definição de caso, conforme orientação do Ministério da Saúde.

 

 

 

 

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