Delegado da PB diz que explosivos usados em bancos são roubados de empresas

Delegado da PB diz que explosivos usados em bancos são roubados de empresas

Para conter o uso de explosivos de forma ilegal, a exemplo em ataques a caixas-eletrônico, o Exercito Brasileiro fiscaliza e controla as atividades legais de empresas que fabricam, vendem ou usam o material, buscando evitar furtos, roubos e desvios. No entanto, de acordo com o delegado titular de Crimes Contra o Patrimônio, Walter Brandão, os explosivos usados contra bancos da Paraíba são roubados destas empresas legais ou fabricados de forma artesanal.

De acordo com a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, órgão subordinado ao Comando de Logística do Exército, para aumentar o controle dos explosivos e reduzir os desvios tem atualizado a legislação com medidas restritivas e intensificado a fiscalização nas empresas autorizadas, empresas possuidoras de Certificado de Registro e de Título de Registro no Exército.

Mas conforme o delegado Walter Brandão, o número de apreensões de explosivos tem aumento no estado e maioria desses produtos é roubados de empresas autorizadas para venda. "Observamos que a maioria dos explosivos que são apreendidos em operações da polícia foram furtados de empresas que têm autorização para adquiri-los ou tiveram produção de forma artesanal pelos próprios militantes".

A Paraíba teve neste ano 93 casos de violência contra bancos, até esta quarta-feira (19). Deste total, 48 ocorrências são na modalidade de explosão, o que corresponde a 51% dos casos, de acordo com o banco de dados do Sindicato dos Bancários.

Para tentar reduzir o número do uso desse material de forma ilícita, o Exército impôs regras para evitar furtos e roubos de material durante o transporte. Para isso, os militares exigem informações sobre critérios da escolha do motorista e do ajudante, das condições do veículo que levará a carga (que deverá obrigatoriamente ter um sistema de rastreamento com poder de bloqueio de acesso ao compartimento de carga), além dos procedimentos para acesso de pessoas a áreas onde os explosivos estão armazenados.

Conforme previsto no Decreto 3.665, de 20 de novembro de 2000 e na Portaria nº 03 COLOG, de 10 de maio de 2012, as empresas que manuseiam ou exercem atividades com explosivos devem, obrigatoriamente, apresentar um plano de segurança que terá de descrever em detalhes as instalações internas, áreas de operações e estoque, nomes e identificações de agentes envolvidos, além de rotas de transporte e distribuição.

 

 

 

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