Cunha nega que vá renunciar e fazer delação premiada na Lava Jato

Cunha nega que vá renunciar e fazer delação premiada na Lava Jato

Afastado do exercício do mandato e da presidência da Câmara desde maio, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) negou nesta terça-feira (21) a possibilidade de renunciar a seu mandato ou ao cargo de presidente. Na ausência de Cunha, a Câmara é presidida pelo 1º vice, Waldir Maranhão (PP-MA).

O deputado do PMDB também rejeitou a especulação de que ele poderia fazer um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Cunha é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de ter recebido propina do petrolão e é alvo de outras duas denúncias da Procuradoria-Geral da República, que ainda não foram analisadas pelo Supremo.

"Em primeiro lugar, eu não renunciei, como vocês podem ver. Em segundo lugar, eu não tenho o que delatar. Eu não tenho crime praticado e não tenho o que delatar", afirmou o peemedebista.

Cunha convocou uma entrevista à imprensa na manhã desta terça-feira (21). Ao abrir sua fala, o deputado disse que gostaria de voltar a falar com a imprensa para rebater acusações contra ele, o que ele tinha costume de fazer quando ocupava a presidência da Câmara.

"Eu ter ficado tanto tempo sem falar acaba motivando a boataria [sobre a renúncia e a delação]. A minha posição não mudou uma vírgula com relação a esse assunto", disse Cunha.

 A entrevista foi realizada num hotel de Brasília. Cunha disse ter arcado pessoalmente com os custos do aluguel do salão onde foi realizado o evento. Ele disse também que pediu para que políticos aliados não comparecessem ao evento e que pretende retomar as entrevistas regulares à imprensa.

 

 

Uol