Cunha diz que CPMF é 'insuportável' e causará problema à economia

Cunha diz que CPMF é 'insuportável' e causará problema à economia

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a criticar nesta terça-feira (15) a proposta do governo de retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), classificando a cobrança de “insuportável”. Na avaliação do peemedebista, o tributo irá causar problemas à economia do país.

A volta da CPMF, extinta em 2007, foianunciada na segunda-feira (14) pelo Executivo dentro do pacote de medidas para tentar reequilibrar as contas públicas. A alíquota proposta, que incidiria sobre todas as transações financeiras, é de 0,2%, inferior aos 0,38% que vigoravam anteriormente. A matéria, porém, depende de aprovação no Congresso.

“A CPMF é que é insuportável. A CPMF é que vai causar problema na economia, que tem impacto não só na inflação, mas no conjunto de preços. Ela entra em toda cadeia produtiva simultaneamente, em cascata. Então, ela realmente é perniciosa”, afirmou Cunha ao comparar a medida com outros itens do pacote de ajuste fiscal.

Na manhã desta terça, a presidente Dilma Rousseff recebeu líderes da base aliada do governo na Câmara para discutir a possibilidade de elevar a alíquota do tributo para 0,38% a fim de contemplar estados e municípios com parte dos recursos da CPMF. Nessa hipótese, as receitas que excedessem 0,2% iriam para o caixa dos governos estaduais e municipais.

Líderes da base governista na Câmara que participaram da reunião com Dilma disseram ao G1 que será "muito difícil" para o governoconseguir aprovar a recriação da CPMF no Congresso.

"Todos, sem exceção, falaram que as dificuldades serão muito grandes", declarou o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), que participou do encontro com a presidente.

A proposta de elevação da alíquota da CPMF para dividir com os estados já havia sido adiantadaaos governadores em jantar na noite desta segunda (14).

Na entrevista desta terça, Cunha voltou a diz quer também vê como pouco provável a aprovação da medida, independentemente da alíquota. “Eu acho 0,2% ou 0,38% é só o tamanho da derrota [para o governo], eu não acredito que passe nem com 0,2% nem 0,38%”, ironizou.

 

 

G1