Cunha defende lei das terceirizações e diz que trabalhador sai 'protegido'

Cunha defende lei das terceirizações e diz que trabalhador sai 'protegido'

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu nesta segunda-feira (20/04) o projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização no país, previsto para ser votado na próxima quarta (22). Em entrevista à Rádio Gaúcha, o deputado afirmou que as novas regras beneficiariam o trabalhador e ainda criticou os sindicatos que, segundo ele, estão "brigando por dinheiro". Cunha reiterou que não há possibilidade de adiar a votação.

"O trabalhador sai muito mais protegido com esse projeto. Quase 90% das cláusulas são para proteger o trabalhador", declarou o presidente da Câmara em entrevista à Rádio Gaúcha. "É uma briga sindical. [Os sindicatos] não podem usar o trabalhador como escudo para brigar por dinheiro", disse Cunha. Ele também alfinetou o PT, que se posiciona contra o projeto de lei. "Eu acho que eles estão defendendo o direito da CUT e dos sindicatos", resumiu.

O deputado ainda falou sobre reforma política e se posicionou a favor do financiamento empresarial em campanhas. "A reforma política será votada. Será na última semana de maio. Eu, particularmente, sou favorável ao financiamento empresarial. Não concordo com o financiamento público de campanha. Sou radicalmente contra. Tem marqueteiro recebendo R$ 78 milhões para fazer campanha. É um absurdo que tem de acabar", argumentou.

Cunha negou que seja um símbolo das "derrotas" do governo Dilma Rousseff na Câmara. Ainda segundo o deputado, há uma "vulgarização" do termo impeachment na sociedade. "Na minha opinião, eventos que são do mandato anterior não podem contaminar o atual. Não cabe responsabilização no mandato atual daquilo que aconteceu no mandato anterior. Impeachment não é tese. Ou tem fato ou não tem fato. Acho que está havendo uma vulgarização generalizada da palavra impeachment", opinou.

O presidente da Câmara minimizou o fato de seu nome constar como um dos citados na Operação Lava Jato. "Eu não tenho absolutamente nada a temer. Fui à CPI da Petrobras, desmontei vírgula por vírgula sobre o pedido de inquérito. É uma piada [a lista]", disse.a

 
 
 
 

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