CRM e MP entram com ação para que Trauma mantenha UTI pediátrica; Hospital garante que nada mudou para pacientes

CRM e MP entram com ação para que Trauma mantenha UTI pediátrica; Hospital garante que nada mudou para pacientes

O Conselho Regional de Medicina (CRM), juntamente com o Ministério Público do Estado (MP) deverá dar entrada na manhã desta terça-feira (16) com ação cautelar para obrigar o Hospital de Trauma a reabrir a UTI. O pedido já foi encaminhado ao MP e está com a promotora da saúde, Geovana Tabosa.

O diretor do Trauma explicou que a alteração que aconteceu foi apenas mudanças administrativas que acabaram atingindo a forma de tratamento pediátrico.

“Tínhamos uma escala com a cooperativa de pediátrica, que foi extinto o contrato. Ontem foi o primeiro dia sem esse contrato da cooperativa pediátrica. Mas continuamos mantendo dois pediatras na emergência, 24 horas. O que tínhamos antes não era uma UTI, não recebemos (do SUS) como UTI. Temos dois leitos de suporte intensivo, por conta da dificuldade da realocação dos pacientes após receberem os primeiros cuidados. Ontem recebi o plantão sem nenhum paciente. E realoquei os dois leitos (da UTI) para observação pediátrica. Inclusive na visita do CRM foram verificados esses dois leitos. O primeiro atendimento especial foi e sempre será pelos médicos especialistas, cirurgiões torácicos e pediátricos, entre outros. Temos a UTI do Arlinda Marques e do Valentina, que juntos compõem cerca de 17 leitos. Nós fazemos esse leito de retaguarda. O acompanhamento vai continuar sendo feito pelos pediatras da emergência. Não há crise de assistência ao paciente pediátrico. Quero deixar isso muito claro e tranqüilizar a população”, ressaltou.

O presidente do CRM, João Alberto, afirmou que o Trauma é a referência de trauma pediátrico no estado e hospitais como o do Valentina Figueiredo, não tem condições de funcionar com a UTI. A afirmação foi motivada porque o diretor do Trauma, Edivan Benevides, alegou que o Trauma nunca teve uma UTI pediátrica, os pacientes já tratados enquanto em situação de emergência e depois repassados para os hospitais de referência, entre eles o Hospital do Valentina.

“Recebemos no dia 30 de outubro de 2014, no dia 3 de novembro, uma informação da direção do hospital Valentina da impossibilidade de manter uma UTI funcionando porque não existia médicos. Essa situação não é atual, é antiga. Como pode o Valentina ser hospital de referência? Eles não estão tendo condições de montar uma escala de médicos. Os motivos não interessam. Hoje eles podem pegar um doente e colocar na unidade intensiva sem médico e, consequentemente expondo o doente aos riscos mais variados. O Trauma é o único hospital de referência na cidade de João Pessoa”, pontuou João Alberto.

 


Paulo Dantas com informações da CBN-JP