Crise na UEPB: falta até papel para a impressão de provas

Crise na UEPB: falta até papel para a impressão de provas

A crise financeira na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) está mesmo enorme. Nesta quinta-feira (18), a reportagem do Portal MaisPB teve acesso a documento enviado a professores pela coordenação do curso de Odontologia em Campina Grande, comunicando a falta papel para a impressão de provas. O documento foi enviado à reportagem por fontes da Reitoria da UEPB, que pediram reserva dos nomes

“Prezados professores, informamos que, infelizmente, a partir do dia 15 de setembro de 2014, não estaremos realizando a impressão de provas da coordenação do curso em decorrência da falta de papel na Instituição. Como opção, poderá ser impressa 01 (uma) via de cada avaliação para que os senhores providenciem cópias”, diz comunicado enviado pela coordenação aos professores.

A crise financeira da Instituição foi destaque na coluna do jornalista Heron Cid, na sua coluna do jornal Correio da Paraíba desta quinta-feira. Segundo o jornalista, “para não fechar as portas, a Reitoria da UEPB vem apelando insistentemente ao Governo pela antecipação de suplementação de R$ 10 milhões que ficou acertada para ser dividida em oito prestações”.

A proposta da instituição era de R$ 22 milhões, mas terminou reduzida a R$ 10 milhões. A subtração, agravada pelo parcelamento, estaria levando a Universidade à beira do abismo. Serviços básicos e essenciais andam ameaçados e o funcionamento normal já prejudicado.

Ainda segundo o jornalista, “a manutenção regular da Instituição só está sendo permitida ao custo de repetidos cortes”.


Em Araruna, onde funcionam os cursos de Odontologia e Engenharia, devido à crise financeira, uma obra está paralisada e os alunos sendo obrigados a assistir aulas em Campina Grande. Desde abril, a Reitoria tem advertido o Governo do Estado da proximidade do caos. “Apesar do alerta dramático, pouco se avançou até hoje”, diz o colunista.

Ainda segundo a coluna, “o quadro da única universidade estadual é tão preocupante que a Administração Central chegou ao ponto de precisar escolher entre repassar os recursos da PBprev ou pagar aos fornecedores. “Se transferisse o repasse da PBprev não quitaria dívidas com os fornecedores e a instituição poderia parar; se pagasse aos fornecedores deixaria os aposentados sem receber seus vencimentos”.




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