Crise deixa o governo em compasso de espera para o cumprimento da data-base do funcionalismo

Crise deixa o governo em compasso de espera para o cumprimento da data-base do funcionalismo

A data-base dos servidores estaduais está na iminência de ser transferida em decorrência da crise econômica. O governador Ricardo Coutinho (PSB) tem se esquivado a comentar sobre assunto e deverá permanecer assim por mais duas semanas, quando espera ter a nitidez da realidade econômica de 2016.

Conforme o governador, "eu só posso abrir debate sobre isso depois que tiver com nitidez uma análise de como vai ser o mês de janeiro, e no mínimo, no primeiro trimestre, porque eu não vou colocar em risco não só o pagamento das pessoas, mas o restante do estado, apenas 3% da população paraibana tem vínculo empregatício com o estado, eu não sou governador para apenas administrar folha de pessoal, primeiro, tenho que ver o interesse da maioria”.

Cauteloso, ele destaca que "governar bem não é apenas realizar", destacando que "governar bem é transitar em meio às piores dificuldades. O ano de 2015 nos trouxe uma série de problemas porque a despesa não cai, só cai a receita", acrescentando: "Ainda assim terminamos o ano inaugurando o Centro de Convenções, o Trevo das Mangabeiras, a Central da Política, 25 estradas, R$ 110 milhões gastos só em escolas; foram 60 inauguradas em 2015 e com 60 em licitação a 2016".

Além da crise, para piorar ainda mais a situação, o pagamento da dívida do Estado aumentou, inclusive porque o dólar disparou e revelou que uma parte dessa dívida é em moeda americana. E adianta: “São gastos não gerenciados. Nós conseguimos cortar o que podia cortar. Nós íamos concluir 42 km da primeira etapa agora no final de 2016...".

"[...] É óbvio que se a receita cai, não tem como saldar todos os compromissos. Evidentemente que o Estado não pode arcar com tudo isso. Eu não sou um governador para administrar só uma folha de pessoal”, declarou.

Aproveitou para fazer um alertar ao governo Dilma Rousseff (PT) de que as medidas econômicas de 2015 precisam ser alteradas. E usou o jargão "não dá pra misturar alhos com bugalhos. O país só vai sair do buraco se fizer investimentos nos Estados e municípios e ativar a economia. Se a inflação sobe, a má notícia é permanente”, concluiu.

 

 

 


Marcone Ferreira