Craque da seleção de 70 revela que vendeu medalha e taça para comprar cocaína

Craque da seleção de 70 revela que vendeu medalha e taça para comprar cocaína

Um jogador da Seleção Brasileira campeã do mundo de 1970 faz uma confissão: Paulo Cézar Lima, o Paulo Cézar Caju, revela que vendeu a medalha da Fifa de campeão do mundo e uma miniatura em ouro da Taça Jules Rimet para comprar cocaína. “Jamais eu teria de negociar e vender uma medalha tão preciosa! É uma perda enorme!. Nunca comentei com ninguém, mas agora vou me abrir” – diz, em tom de desabafo.

A revelação foi feita em entrevista que irá ao ar neste sábado, às 21h05, no DOSSIÊ GLOBONEWS, com reprise no domingo, às 15h30.

 

A medalha e a miniatura em ouro não foram os únicos prejuízos de Paulo Cézar com a droga: o ex-craque diz que perdeu três imóveis na zona sul do Rio. Paulo Cézar lamenta a perda dos troféus e dos imóveis, mas diz que tem um motivo para comemoração em 2015: faz quinze anos que vive totalmente afastado das drogas e do álcool. “É um negócio excepcional!”. Ao final da entrevista, Paulo César dá um conselho, em tom de apelo: “Digo a quem nunca experimentou drogas: não experimente! Só isso: não experimente! São mortais”.

 

O envolvimento de Paulo César com a cocaína começou na França, depois que ele encerrou uma carreira vitoriosa nos campos. O vicio durou nada menos de dezessete anos. O sinal vermelho se acendeu quando uma médica francesa lhe deu um diagnóstico dramático: disse que, se continuasse como estava, Paulo César iria morrer em pouco tempo.

 

Hoje, Paulo César diz que só escapou vivo “do fundo do poço” porque nunca fumou. Se, na época do descontrole e da extravagância, tivesse somado o cigarro ao álcool e às drogas, ele não tem dúvidas de que estaria morto.

O trecho da entrevista em que ele faz a revelação sobre a medalha e o troféu de ouro:

GMN: Além dos apartamentos, algum outro objeto valioso você trocou por droga – alguma medalha que você tenha ganhado como jogador?

 

Paulo César Lima: “A medalha da FIFA de tricampeão do mundo! Você não tem ideia nem do valor nem do que ela representou e representa: o importante para mim era a cocaína. A medalha era o de menos…”.

GMN: A quem você deu a medalha?

Paulo César Lima: “Não me lembro. Eu tinha também uma coleção de Moto-rádios – que eram dados ao melhor em campo. Era um troféu – mas eu precisava da droga. Você perde a noção total do que está fazendo. Você não tem equilíbrio”.

GMN: Você gostaria de ter de volta essa medalha?

Paulo Cézar: “É até difícil responder o que é que eu gostaria de ter de volta. Nem sei o que te responder – honestamente. Eu não tinha controle emocional. Jamais eu teria de negociar e vender uma medalha tão preciosa! É uma perda enorme!”. Nunca comentei com ninguém, mas agora vou me abrir: passei à frente também a Jules Rimet, por causa da droga. A Jules Rimet – que ganhamos!  (uma miniatura em ouro da Taça Jules Rimet foi dada a cada jogador da seleção brasileira campeã do mundo de 1970 pelo governo de São Paulo). Passei para um brasileiro – que era marchand e ourives. Levei para ele – que me deu um bom dinheiro. Comprei uma quantidade suficiente para usar por um bom período. A Jules Rimet foi embora também… Por que fui experimentar as drogas? Não sei como. Eu – que nunca fui drogado nem fui alcóolatra – fui experimentar essa maldita cocaína e esse maldito álcool. Não sei por quê!  A quem tem filhos, a quem nunca experimentou, eu digo: não experimente! “É duro, é duro, é duro”.

 

 

 

G1