CPI da Telefonia ouve representante da Tim explicações sobre serviços da empresa no Estado

CPI da Telefonia ouve representante da Tim explicações sobre serviços da empresa no Estado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a má qualidade da prestação do serviço de Telefonia Móvel no Estado realizou, nesta terça-feira (15), a 27ª sessão pública para ouvir o engenheiro Patrick de Azevedo Ferreira, diretor de Relação Institucionais Regionais da Tim, que falou sobre investimentos e problemas da operadora na Paraíba.
 
Segundo Patrick, atualmente a Tim tem 74 milhões de clientes no Brasil e é a segunda maior operadora do país, apesar de liderar o mercado pré-pago no país. Na Paraíba, a empresa tem 1,67 milhão de clientes, sendo 90% destes com pacotes são pré-pagos.
 
"Temos aumentado ano a ano os investimentos na Paraíba. Para se ter ideia, de 2014 para 2015 o investimento da empresa no Estado praticamente dobrou", comentou o representante.
 
O diretor da Tim revelou ainda que a empresa é a quinto maior arrecadadora do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado, com R$ 80 milhões de recolhimento. A Tim atualmente tem 527 erbs (estações de rádio-base) em funcionamento no Estado, além de 15 lojas de atendimento presencial.
 
"A população reclama da péssima qualidade dos serviços de telefonia móvel. As empresas só querem saber em vender mais planos e chips, mas não investem para que todos não tenham problemas quando efetuar uma ligação ou transmitir dados", ressaltou o presidente da CPI, João Gonçalves.
 
Já o deputado relator Bosco Carneiro lamenta que as operadoras não encarem que o serviço de telefonia como algo essencial "Praticamente toda a população se comunica através do telefone celular e parece que as operadoras não entendem isso. Muitos consumidores estão sendo lesados por problemas constantes que não resolvidos", salientou.
 
A sessão da CPI desta terça também contou com a participação dos deputados Zé Paulo de Santa Rita, Inácio Falcão, Tovar e Ricardo Barbosa, além do procurador da Assembleia Adalberto Falcão.

 

 

 

Departamento de Comunicação