CPI da Petrobras ouve executivos da construtora Odebrecht

CPI da Petrobras ouve executivos da construtora Odebrecht

Os deputados que estão em Curitiba para ouvir os presos da Operação Lava Jato devem ouvir cinco executivos presos na capital paranaense, ligados à construtora Odebrecht, nesta terça-feira (1º). Entre eles, está o presidente da holding que controla a empreiteira, Marcelo Odebrecht, detido na 14ª fase da operação policial.

Também serão ouvidos outros quatro ex-executivos da empresa: Márcio Faria de Sá, Rogério Santos de Araújo, César Ramos Rocha e Alexandrino de Salles Ramos. Outro depoimento que está previsto é o do ex-gerente da Petrobras Celso Araripe de Oliveira.

Esta é a segunda vez que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga fraudes em contratos da Petrobras com empreiteiras se reúne em Curitiba para ouvir réus e pessoas investigadas no esquema. Na segunda-feira (31), primeiro dia desta segunda passagem pela capital paranaense, os parlamentares esperavam ouvir outras cinco pessoas, mas todas ficaram caladas.

Foram chamados a depor na segunda-feira o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu; o presidente da construtora Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo; Elton Negrão de Azevedo, executivo da Andrade Gutierrez; o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada; e o empresário João Antonio Bernardi Filho. Orientados pelos advogados, todos invocaram o direito de permanecer em silêncio durante as perguntas dos deputados. O silêncio de todos os presos causou irritação dos membros da comissão, que falaram em adiantar depoimentos dos dias seguintes e até em mudar a lei.

Para quarta-feira (2), os deputados pretendem fazer duas acareações. A primeira será entre o publicitário Ricardo Hoffmann e o lobista Fernando Antônio Guimarães Horneaux de Moura. Já a segunda terá a participação do ex-executivo da Toyo Setal Augusto Mendonça Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Os deputados também reservaram trabalhos para a quinta-feira (3). No entanto, a eventual agenda ainda será definida pelos parlamentares.

 

 

 

G1