Couto apela pela manutenção do Estatuto do Desarmamento

Couto apela pela manutenção do Estatuto do Desarmamento
O deputado federal Luiz Couto registrou um pronunciamento na Câmara Federal contra a derrubada do Estatuto do Desarmamento e argumentou que o Brasil corre sérios riscos se os deputados votarem pela derrubada do texto. 

"As estatísticas comprovam que desde a edição da Lei n. 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), houve significativa redução no número de homicídios no país, que havia treze anos que estava em ascendência, após a retirada de circulação de quase meio milhão de armas de fogo. Essa tendência de redução parece consolidar-se com o tempo", declarou o deputado petista.
 
Couto admitiu que o Estatuto precisa de alguns reparos como disciplinar o porte ostensivo, agravar as penas para o porte de arma de combate, tipificar a revenda antecipada de arma adquirida e o porte ostensivo ilegal de arma, dentre outros. Mas, para ele, nada justifica a intenção de flexibilizar os requisitos e critérios para a concessão de autorização para a aquisição e o porte de arma de fogo para todos os cidadãos.
 
"A maioria dos homicídios ocorre entre pessoas honestas armadas. A redução da possibilidade dos particulares se armarem tem um componente preventivo considerável, no sentido de preservar milhares de vidas. Os profissionais de segurança pública, em essência os que mais necessitam do porte de arma, são mais adestrados e psicologicamente preparados para o uso racional da arma de fogo. 

A redução do número de armas nas mãos da população teve a dupla vantagem de evitar a resolução de conflitos interpessoais de forma trágica, bem como a de reduzir a disponibilidade de tais artefatos acabarem nas mãos dos delinquentes", garantiu Couto.
 
Por fim, o deputado afirmou que a derrubada do Estatuto do Desarmamento é a conta sendo cobrada pelas grandes empresas, aos parlamentares, que disfarçadamente cometem erros quando levantam a bandeira de que a sociedade segura é a sociedade com armas. "Como disse o Papa Francisco; Isso me faz pensar em... pessoas, gestores e empresários que se dizem cristãos e fabricam armas. Isso leva a um tanto de desconfiança, não é? Portanto, duplicidade é moeda corrente hoje... eles dizem uma coisa e fazem outra".
 
 
 
 

Assessoria