Coreia do Norte ameaça EUA e Seul com ataque nuclear

Coreia do Norte ameaça EUA e Seul com ataque nuclear

A Coreia do Norte ameaçou a Coreia do Sul e os Estados Unidos com um ataque nuclear preventivo, como resposta ao exercício militar conjunto que os países começarão na segunda-feira (7).

Pyongyang alertou que está preparado para lançar “um ataque nuclear preventivo”, em uma declaração emitida pela Comissão Nacional de Defesa, que foi publicada pela agência de notícias oficial KCNA.

Essa advertência se produz alguns dias depois de que o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, ameaçou recorrer a um ataque nuclear depois que a ONU aumentou as sanções contra seu regime.

A resolução do Conselho de Segurança da ONU foi uma resposta aos ensaios nucleares e balísticos lançados por Pyongyang.

No comunicado citado pela KCNA, o Comando Supremo do Exército Popular Coreano afirma que essas sanções “escandalosas” levam “essa terra a ferver como um caldeirão de batalha”.

No comunicado as manobras militares conjuntas anuais de Washington e Seul são apontadas como “um exercício de guerra nuclear disfarçado”. “Este ataque nuclear (…) mostrará claramente aos partidários da agressão e da guerra a força militar da Coreia do Norte”, alerta o Comando Supremo.

“Devemos estar sempre prontos, a cada instante, para utilizar nosso arsenal nuclear”, declarou na última sexta-feira o líder norte-coreano Kim Jong-un citado pela KCNA.

Advertências
A retórica belicosa é uma constante do regime mais isolado do mundo quando as tensões aumentam com Seul. Pyongyang dispõe de um pequeno arsenal nuclear, mas os especialistas se dividem quanto a sua capacidade.

“Se apertamos os botões para aniquilar nossos inimigos (…), todos as origens das provocações serão reduzidas em um instante a oceanos de chamas e cinzas”, provocou o Comando Supremo do Exército Popular Coreano.

No passado, a Coreia do Norte advertiu sobre possíveis ataques, uma prártica habitual em períodos de tensão com Seul.

O exercício anual conjunto entre Seul e Washington dura várias semanas, com a participação de milhares de soldados.

Para Pyongyang, essas práticas são uma provocação, embora a Coreia do Sul e os Estados Unidos ressaltem sua finalidade defensiva.

 

 

 

 

G1