Conselho de Ética abre processo para investigar André Vargas

Conselho de Ética abre processo para investigar André Vargas

  O Conselho de Ética da Câmara decidiu nesta quarta-feira (9) instaurar processo disciplinar para apurar a conduta do deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Casa e alvo de denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 10 bilhões.

Com a instauração do processo, o conselho vai averiguar se houve quebra de decoro parlamentar, o que pode resultar na cassação do mandato pelo plenário.

O processo no Conselho de Ética foi motivado por representação protocolada pela oposição. PSDB, DEM e PPS pediram investigação do uso por Vargas de um jatinho alugado pelo doleiro Youssef.

O deputado Zé Geraldo (PT-PA) tentou evitar a abertura do processo, apresentando no início da reunião uma questão de ordem, na qual argumentou que não havia provas contra Vargas e que o conselho não poderia apreciar o caso antes da Corregedoria da Câmara – a corregedoria recebeu representação com a mesma finalidade, protocolada pelo PSOL.

Após cerca de 30 minutos de discussão entre os parlamentares, o presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PSD-SP), recusou o pedido de Zé Geraldo, sem submetê-lo a votação. O autor do pedido anunciou que apresentará recurso em favor da questão de ordem junto à Presidência da Câmara.

Devido ao recurso de Zé Geraldo, o processo pode ser interrompido, na hipótese de o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), aceitar a questão de ordem do PT. Nessa hipótese, a análise da procedência da investigação é feita pela Corregedoria, que encaminha parecer para a Mesa Diretora. Com base nesse parecer, a Mesa devolve o caso para o Conselho de Ética com a decisão.

Conselho de Ética da Câmara em reunião que instaurou processo disciplinar para se apurar se o deputado André Vargas (PT/PR) cometeu quebra de decoro parlamentar (Foto: Luis Macedo/Câmara)

G1