Confusão: Após chapa impugnada, coronel recorre a justiça e eleição do COPM fica sub judice

Confusão: Após chapa impugnada, coronel recorre a justiça e eleição do COPM fica sub judice

A eleição do Clube dos Oficiais da Polícia Militar foi marcada por confusões e acabou em um impasse. A chapa de oposição ao Coronel Francisco foi impugnada e o coronel Ronildo entrou na justiça para recorrer da decisão.

“A eleição está sub judice e vai ser decidida pela justiça comum da Capital”, afirmou o coronel Ronildo enquanto o coronel Francisco afirmou que a eleição foi tumultuada, criticou a chapa concorrente afirmando que ela não atendeu aos requisitos da comissão eleitoral e comemorou a eleição por aclamação: “Hoje tivemos um processo de aclamação com presença de oficiais demonstrando apoio e vamos continuar com compromisso grande de continuar a fazer o Clube dos Oficias crescer”, disse.

De acordo com o coronel Francisco, a eleição foi tumultuada em determinados momentos de debate, mas que isso já era previsto. “O estatuto dita as regras desde 2000, das pessoas que podem concorrer, mas mesmo assim sempre tem chapa, não atende requisitos e a comissão eleitoral impugnou a chapa, houve embates jurídicos e na entidade o estatuto é peça fundamental”, afirmou.

Ele destacou que nesta terça houve um processo de aclamação e que tem o compromisso de continuar a fazer o clube dos oficiais crescer e cobrando a inclusão de 5 mil homens, seguro de vida, revisão do cargo e salário, “esses embates dificultam as vezes o relacionamento, mas estamos aqui para isso, chamar as pessoas da outra chapa e buscar melhorias para a categoria”, disse.

Já o coronel Ronildo afirmou que teve a chapa impugnada e já recorreu à justiça. “Estavam presentes oficiais que vieram para votar e não tiveram direito. Fizemos um protesto no livro de presença mostrando que a outra chapa não foi eleita por aclamação, para mostrar a direção que os oficiais não estão satisfeitos e vamos entrar na justiça. Esta eleição está sub judice e vai ser decidida pela justiça comum da capital”, disse.

De acordo com o coronel, a chapa foi impugnada por desobedecer um artigo no estatuto, porém justificou que tal artigo aponta que só pode ser candidato o oficial que estiver presente em 70% das assembleias ordinárias e extraordinárias no mandato anterior “e as assembleias não são amplamente divulgadas, ele se ampara nisso e a grande maioria não toma conhecimento e ele termina aclamado com base no artigo 61 do clube dos oficiais”, concluiu. 

 

 


Marília Domingues / Fernando Braz