Confusão leva juiz a mostrar arma para desembargador

Confusão leva juiz a mostrar arma para desembargador

Um bate-boca, nesta quarta-feira, entre o desembargador Valmir de Oliveira Silva, ex-corregedor, e o juiz da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões, João Batista Damasceno, provocou pânico numa sala do departamento médico do Tribunal de Justiça do Rio. A confusão foi noticiada no blog do jornalista Ancelmo Gois, no GLOBO.

Segundo Damasceno, Valmir foi em sua direção para agredi-lo. Já o ex-corregedor diz ter sido ameaçado pelo magistrado, que chegou a sacar uma pistola. A ação foi filmada pelo próprio juiz.

— Ele me persegue, não sei o motivo. Já me fez ameaças por meio de colegas. Em outra oportunidade, chegou a se levantar da cadeira para ir na minha direção, mas uma desembargadora o conteve — contou Damasceno, que alegou apenas ter mostrado a arma, e não apontado para Valmir, em legítima defesa.

Valmir Silva, que deixou o cargo de corregedor na segunda-feira — depois da posse do novo presidente do TJ, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho —, nega a perseguição:

— Acontece que ontem (terça-feira) eu e a ex-presidente do TJ, Leila Mariano, recebemos um e-mail do juiz Damasceno, em tom irônico, no qual ele nos desejava sucesso nas nossas atividades, lembrando que encontraríamos tempo para compreender a arte. Isso porque, enquanto (eu era) corregedor, ele foi julgado por ter pendurado em seu gabinete um quadro do (cartunista) Carlos Latuff que mostrava um PM com um fuzil acertando um homem negro crucificado.

Segundo o ex-corregedor, no departamento médico do TJ, ele pediu explicações a Damasceno, que o teria chamado de crápula:

— Eu saí atrás dele, sim! Se tivesse uma arma, teria atirado nele. Mas foi ele quem sacou uma pistola para me matar.

Valmir também disse que, quando era corregedor, mandou apurar a conduta de Damasceno, por ter aparecido em redes sociais numa foto com black blocs.

O TJ informou que será aberta uma sindicância. Damasceno já remeteu uma representação contra o desembargador, que afirmou que irá à corregedoria e à polícia.

 

 

 

 

G1