Com paraibano em campo, seleção masculina de futebol espera ter apoio da torcida

Com paraibano em campo, seleção masculina de futebol espera ter apoio da torcida

Salvador fez toda a diferença para a Seleção Brasileira. O time de futebol masculino deixou Brasília desacreditado, após dois empates em 0 a 0, precisando de triunfo sobre a Dinamarca para avançar 2ª fase da Olimpíada. Deu muito certo. A energia baiana benzeu a equipe, que goleou por 4 a 0 e está nas quartas de final, que começam neste sábado, 13.

O duelo contra a Colômbia, às 22h, será bem longe da capital baiana, no Itaquerão, em São Paulo. Um pouquinho da Terra de Todos os Santos, porém, continuará com a Seleção Brasileira: único baiano na equipe e um dos destaques na goleada, o volante Walace seguirá como titular no time de Rogério Micale.

O menino de 21 anos, nascido na capital viveu feliz coincidência na Fonte Nova. O triunfo sobre a Dinamarca foi a sua primeira partida como titular da seleção. Antes, Walace havia entrado apenas no 2º tempo contra o Haiti, pela Copa América, no qual atuou por 18 minutos. Foi também apenas o  seu segundo jogo como profissional em sua cidade natal. Em 2014, enfrentou o Bahia pela Série A e perdeu por 1 a 0.

"Foi uma experiência muito gratificante, a energia que nosso povo nos passou foi espetacular. Estão de parabéns. O grupo também está, porque conseguiu levar para o campo essa energia boa do povo", disse o volante ao em entrevista para o A TARDE.

Walace deixou Salvador ainda muito novo, com 16 anos, e foi treinar na base do Avaí. Foi revelado pelo Grêmio, onde joga até hoje. A família do atleta, porém, continua por aqui, e naturalmente fez festa para vê-lo atuar: "Tinha muita gente na arquibancada, todo mundo veio, acho que tinha umas 80 pessoas (risos)! Agora vou encontrar minha esposa e meu filho, que moram comigo em Porto Alegre, mas quero ver minha mãe principalmente".

O reencontro com a terra natal e com os familiares é mais uma força para Walace encarar a decisão deste sábado. A seleção precisa mostrar que a bela atuação contra o time europeu, após empatar com os frágeis África do Sul e Iraque, não foi um "oásis" na campanha. "A gente trabalha sempre para melhorar. O resultado não estava vindo realmente, mas em Salvador conseguimos fazer um grande jogo. Queremos continuar", garantiu o garoto.

Público hostil?

Se a seleção saiu das duas partidas em Brasília vaiada e em Salvador recebeu o calor da torcida, o que se pode esperar da geralmente exigente torcida paulista no Itaquerão?

Segundo o meia Renato Augusto, que foi campeão brasileiro no ano passado pelo Corinthians, muito carinho: "É um lugar especial para mim. Tive muitas vitórias por lá, títulos, e tenho um carinho muito grande por todos. Um estádio que com certeza tem um lugar grande no meu coração e que estou ansioso para voltar agora pela seleção".

O atacante Gabigol, que foi literalmente abraçado pela torcida baiana na comemoração do primeiro gol sobre a Dinamarca, - ele subiu a escada de acesso à arquibancada - espera o mesmo calor do povo paulista. "Foi incrível a recepção deles aqui (em Salvador). Saímos daqui felizes pelo carinho de todos, acho que a seleção precisava disso. Jogar aqui de novo seria muito bom, mas jogar em São Paulo também me alegra. Espero que eles compareçam e façam a mesma festa", disse.

A dúvida do técnico baiano Rogério Micale é justamente se volta ao esquema com um meia e três atacantes, usado nas duas primeiras partidas, ou se mantém o de quatro homens de frente, que venceu a Dinamarca. Outro problema para o treinador é o capitão Neymar, que deixou o duelo em Salvador com uma torção no tornozelo direito.

Ele chegou em São Paulo mancando e com dores, mas a comissão técnica ainda conta com sua presença. Neymar fez tratamento no hotel e até durante a viagem de avião. Ele foi o único atleta que disputou todos os minutos das partidas da primeira fase e do amistoso preparatório contra o Japão.

 

 

 

A Tarde