Com autorização da Justiça, José Dirceu chega a presídio do Paraná

Com autorização da Justiça, José Dirceu chega a presídio do Paraná

O ex-ministro José Dirceu chegou ao Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba no início da tarde desta quarta-feira (2). Após autorização da Justiça, ele saiu da carceragem da Polícia Federal (PF) e foi levado ao presídio. Outros 18 presos da Operação Lava Jato já estão no Complexo Médico-Penal.

Dirceu estava preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde o dia 3 de agosto. Ele é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) como o responsável pela instituição do esquema bilionário de fraude, corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras. Ele é suspeito de praticar crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

No pedido de transferência partiu da defesa de José Dirceu. O advogado Podval justificou que na PF o cliente não tem os mesmos benefícios oferecidos em um presídio como visitas familiares por um período maior e a possibilidade de ter acesso aos locais mais abertos.

 

No despacho, Sérgio Moro destacou que "apesar de suas relativas boas condições, a PF não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos".

"Tanto por isso autorizei, anteriormente, a remoção de outros presos relacionados à Operação Lava Jato para o Complexo Médico-Penal, local que vem atendendo satisfatoriamente às condições de custódia dos presos provisórios", destacou o juiz.

O magistrado informou ainda que José Dirceu ficará em ala reservada, com boas condições de segurança e acomodação.

 

Participação em CPI
Convocado para a CPI da Petrobras em Curitiba nesta semana, o ex-ministro José Dirceu decidiu permanecer em silêncio e não respondeu a nenhuma pergunta dos deputados, que vieram à Curitiba para ouvir presos da Operação Lava Jato.

 

Além de Dirceu, os outros quatro presos convocados para depor na segunda-feira (31) também ficaram calados.

No mesmo dia, durante a tarde, José Dirceu também ficou em silêncio perante à Polícia Federal (PF), em Curitiba. Ele seria ouvido por representantes da corporação, entretanto, por recomendação da defesa, permaneceu calado.

 

 

Indiciamento
Nesta esta terça-feira (1º), a PF concluiu dois inquéritos da Operação Lava Jato e indiciou 14 pessoas, entre elas o ex-ministro José Dirceu. Ele foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

 

Na conclusão dos inquéritos, o delegado da PF Márcio Anselmo afirmou que há "fartos indícios de que José Dirceu de Oliveira e Silva e outras pessoas a ele relacionadas foram beneficiários diretos de valores objeto de desvios no âmbito da Petrobras, apurados na Operação Lava Jato". A filha e o irmão de Dirceu estão na lista de indiciados.
 
Confira quem são os indiciados:
 
José Dirceu de Oliveira e Silva: formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
- Luiz Eduardo de Oliveira e Silva: formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Camila Ramos de Oliveira e Silva: lavagem de dinheiro
Roberto Marques: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Julio Cesar dos Santos: falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Milton Pascowitch: formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa
José Adolfo Pascowitch: formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Fernando Horneaux de Moura: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Olavo Horneaux de Moura: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Renato Duque: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
João Vaccari Neto: formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Gerson Almada: corrupção ativa e formação de quadrilha
Cristiano Kok: corrupção ativa e formação de quadrilha
José Antunes Sobrinho: corrupção ativa e formação de quadrilha
 
 

 

G1