Collor pode votar em indicação de Janot

Collor pode votar em indicação de Janot

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na última semana, o senador Fernando Collor (PTB-AL) passou a fazer parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antes da sabatina de Rodrigo Janot para mais um mandato à frente do Ministério Público Federal.

Janot foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para cumprir mais um mandato de dois anos como procurador-geral da República. Para assumir o posto, ele precisa passar por sabatina na CCJ, marcada para quarta (26), e ter seu nome aprovado pelo plenário do Senado.

Na última terça (18), Collor passou a ser suplente da comissão, no lugar do senador Douglas Cintra (PTB-PE). No dia seguinte, logo após o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) apresentar o relatório da indicação de Janot, Collor disse que apresentaria um "voto em separado” e argumento que Janot omitiu informações necessárias para a avaliação da CCJ e disse que "há uma infindável lista de condutas ilícitas e abusivas praticadas pela PGR".

Nesta segunda, Collor subiu à tribuna do Senado pela primeira vez após ser denunciado e chamou Janot de “figura tosca” e “fascista”. Na semana passada, Janot denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Collor e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção.

 

Voto
Ao se tornar suplente da CCJ, Collor adquire chance de votar o parecer da comissão em relação à indicação de Janot, que será encaminhado ao plenário da Casa. Isso só ocorrerá, entretanto, se um dos três membros titulares do bloco do qual ele faz parte estiver ausente, já que ele ocupa a posição de suplente. São eles: Eduardo Amorim(PSC), Marcelo Crivella(PRB) e Magno Malta(PR). Collor é líder do Bloco Parlamentar União e Força, que tem 9 membros e integra os partidos PTB, PR, PSC, PRB.
 
 

 

G1