Coincidência? TCE já havia alertado procurador geral Gilberto Carneiro, quando antecipou pagamento de 600 mil ao escritório Bernardo Vidal

Coincidência? TCE já havia alertado procurador geral Gilberto Carneiro, quando antecipou pagamento de 600 mil ao escritório Bernardo Vidal
Não são poucas as evidências que levam a existência de um possível "propinoduto" ou o velho e surrado termo "mensalão", na Paraíba durante a atual gestão. O caso foi acelerado com as revelações trazidas à tona pelo Fórum dos Servidores. É que finalmente chegou à mesa do procurador geral de Justiça o que, segundo a denúncia, teria sido abortado em 2011 numa reunião na Granja Santana.
Oito delegados interrogaram um "aviãozinho" e ele bateu com a língua nos dentes, como é comum em todo X9. A partir daí a bola de neve cresceu e o secretário Cláudio Lima sentiu que estava acima de sua autoridade o poder de puxar o freio de mão da investigação policial.
Entre uma sala de interrogatório e o clima de poder que emana daquela sala de janta da Granja, claro que o oxigênio era melhor de ser respirado próximo a quem tem uma caneta. Rasgaram o inquérito, libertaram o "aviãozinho" e, sem provas materiais, não houve crime, e se não houve, não há crise. Eis que alguém muito precavido ficou com cópia do inquérito, fitas de áudio e vídeo.
Como jornalista é um bicho curioso, logo se chega a documentos com este abaixo, onde no mesmo período o TCE informa ao possível beneficiado Gilberto Carneiro, hoje procurador geral do Estado, que há irregularidades no adiantamento de uma quantia de mais de 600 mil reais que ele autorizou para - vejam só que coincidência ! - o escritório de advocacia Bernardo Vidal Advogados.
Os recursos do suposto "mensalão" eram oriundos de contratos intermediados pela empresa Bernardo Vidal & Associados, conforme apurado pelos delegados. É muita coincidência.

(Dércio Alcântara)