Cigarro traz consequências graves à aparência dos fumantes

Cigarro traz consequências graves à aparência dos fumantes
Além de ser responsável por graves doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer, o cigarro também causa danos à beleza. Pele envelhecida precocemente, queda de cabelo, linhas de expressão ao redor dos lábios, mau hálito, dentes, unhas e pontas dos dedos amarelados são sinais visíveis que aparecem no corpo e no rosto daqueles que passam anos de suas vidas ingerindo as substâncias tóxicas do tabaco. Entre os componentes do cigarro, podemos destacar dois grandes vilões: a nicotina, causadora de dependência física e psíquica, e o alcatrão, que contém substâncias cancerígenas.

Quem não quiser estragar a saúde e deseja manter sempre uma aparência jovial, deve ficar bem longe do cigarro. Para as mulheres que fumam o prognóstico não é nada bom. Nelas, as consequências são notadas mais rapidamente devido à flacidez da pele.

Os especialistas explicam que o fumo afeta a quantidade de vitaminas antioxidantes naturais presentes na pele. Isso diminui a resistência da pele aos radicais livres, afetando a produção de colágeno, provocando a flacidez. Até mesmo a cicatrização da pele após cirurgia fica mais complicada para quem fuma, alertam os cirurgiões plásticos.

Os cabelos e o couro cabeludo também são atingidos pelo uso do cigarro. As pessoas que fumam sofrem mais com a queda de cabelo e com a descamação do couro cabeludo. Além disso, os cabelos brancos podem surgir mais cedo em decorrência do fumo. As unhas e dedos ficam com a tonalidade amarelada devido à má circulação sanguínea, enquanto os dentes tendem a ficar escuros e manchados.

Ou seja, o impacto causado pelo cigarro é devastador. O bom é saber que todas essas consequências podem ser evitadas com uma só atitude: apagar o cigarro para sempre.

 

Processo doloroso

Mas parar de fumar não é fácil. Que o diga a servidora pública Rita de Cássia Luna, 66 anos, moradora do Geisel, e cliente da Unimed João Pessoa. Ela contou que começou a fumar muito cedo por influência das amigas e só parou há dois anos quando o médico sentenciou: “ou deixa o cigarro ou morre.

Segundo Cássia Luna, foi um processo muito difícil, doloroso, mas hoje ela sente na pele e no ar o bem que fez ao acatar a determinação de seu médico cardiologista. “Respiro muito melhor, fico menos cansada. Também senti melhora na minha pele, no cabelo e até no meu cheiro. Lutei muito para largar o vício, mas foi a decisão certa, pois, caso contrário, hoje eu estaria morta”, disse.

 

Lei Antifumo

Não são só a vontade, a persistência e a perseverança que fazem o fumante parar. Nos últimos anos, os programas públicos de controle do tabagismo têm contribuído para a redução do consumo do cigarro no País. Para proteger ainda mais a saúde da população e fechar o cerco contra o tabagismo, entrou em vigor em dezembro do ano passado a lei federal 12.546, a Lei Antifumo, com regras que proíbem o uso de cigarros em recintos fechados públicos ou privados em todo o território nacional.

Como forma de conscientizar a população no sentido de cobrar o cumprimento da lei que protege o não fumante, o Comitê de Tabagismo da Associação Médica da Paraíba (AMPB), que é formado pela Unimed João Pessoa e outras instituições, promoverá uma série de atividades nesta quinta (29) e na sexta-feira (30) em João Pessoa.

Na quinta-feira à tarde, um grafiteiro fará a pintura da logomarca da campanha no muro da Secretaria Municipal de Saúde e no Terminal Rodoviário de Integração, no Varadouro. Já na sexta-feira, as atividades serão realizadas na Praça Vidal de Negreiros, o Ponto de Cem Réis, das 8h às 12h, com uma programação extensa que inclui distribuição de material educativo, contendo informações sobre os maléficos do cigarro à saúde.

Essa campanha da lei Antifumo foi desenvolvida pela ONG Aliança de Controle do Tabagismo e Saúde (ACT) para ser divulgada nacionalmente.

 

Pesquisa animadora

Fumar é um vício que afeta milhares de pessoas e mata cerca de 200 mil por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Dentro desse universo de mortes causadas pelo cigarro surgiu um fato animador em dezembro do ano passado. Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em parceria com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o índice de pessoas que consomem cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado cinco anos atrás.

Essa pesquisa reflete uma nova mentalidade da população em relação ao cigarro que pode ser atribuída ao desenvolvimento de campanhas educativas e programas para livrar as pessoas desse mal.

“A sociedade brasileira, ao longo dos últimos anos, vem absorvendo uma nova mentalidade em relação ao cigarro, em que fumar passou de charmoso e elegante a uma atitude nociva e antissocial", afirmou o médico pneumologista Sebastião Costa, que está à frente das ações que serão realizados nesta quinta e sexta-feira para divulgar a Lei Antifumo na capital paraibana. Médico cooperado da Unimed JP, Sebastião Costa é presidente do Comitê de Tabagismo da AMPB a e coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paraibana de Pneumologia e Tisiologia (SPPT)

 

Benefícios

Os benefícios obtidos ao se parar de fumar são muitos e já podem ser observados nos primeiros minutos sem o cigarro. Confira abaixo alguns benefícios listados pelo Ministério da Saúde.

- Após 20 minutos sem fumar, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;

- Após 2 horas, não há mais nicotina no sangue;

- Após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza;

- Após 2 dias sem fumar, o cheiro e o sabor dos alimentos olfato percebe melhor os cheiros o paladar já degusta a comida melhor;

- Após 3 semanas, a respiração fica mais fácil e a circulação melhora;

- De 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto pode ser comparado ao de pessoas que nunca fumaram.

 

 

 

Assessoria