Chefe da CGU-PB entrega cargo em protesto contra ministro da Transparência

Chefe da CGU-PB entrega cargo em protesto contra ministro da Transparência

O chefe da Controladoria Geral da União (CGU) na Paraíba, Gabriel Aragão Wright, entregou publicamente  o cargo nesta segunda-feira (30), seguindo decisão de todos os chefes da CGU nos demais Estados, como protesto pelas declarações do atual ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Martins Silveira. Aragão disse que a decisão é irreversível caso o ministro permaneça no cargo.

O Planalto confirmou na tarde desta segunda-feira (30) que o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, permanecerá no cargo, apesar da divulgação de gravações de conversas em que ele faz críticas à Operação Lava Jato e dá orientações para a defesa de investigados pelo desvio de recursos da Petrobras. A informação foi confirmada por assessores do Palácio do Planalto.

De acordo com o chefe da CGU na Paraíba, o ministro Fabiano Martins Silveira participou de reuniões escusas para aconselhar investigados na Operação Lava Jato, além de fazer gestões junto a autoridades e órgãos públicos com o objetivo de apurar denúncias contra seus aliados políticos. Além dele, mais dois chefes de serviço assinaram o documento entregando os cargos: Roberto Borges e Rodrigo Andrade.

"Com essa atitude, o ministro demonstrou não preencher os requisitos de conduta necessários para estar à frente de um órgão que zela pela transparência pública e pelo combate à corrupção.  
Esse episódio revela a verdadeira intenção da Medida Provisória nº 726/2016, que tem o objetivo de enfraquecer a atuação da Controladoria-Geral da União, com a implosão de sua identidade institucional e o esvaziamento de suas prerrogativas", diz a Nota.

O fato, segundo Gabriel Aragão, reforça a luta atual dos servidores em inserir as competências da CGU na Constituição Federal, visando a garantir sua atuação como órgão de estado, imparcial e longe de interferências políticas. O chefe da Controladoria Geral da União (CGU) na Paraíba adiantou ainda que ficou acordado entre os demais membros do órgão, que ninguém vai assumir as vagas entregues no estado.  

Confira a Nota:

 

 

 

 

 

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