Charliton defende que PT tome mandato de Benilton e expulse petistas que continuarem com Cartaxo

Charliton defende que PT tome mandato de Benilton e expulse petistas que continuarem com Cartaxo

Os petistas ainda se recuperam do tsunami que foi o anúncio da saída do prefeito, Luciano Cartaxo, dos quadros do partido na quinta-feira (17), e o presidente estadual, Charliton Machado, comentou em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação, nesta segunda-feira (21), que o partido ainda vai se reunir para fazer um levantamento de quem já deixou a gestão da Capital como definido em reunião na sexta-feira (18).

Juntamente com o prefeito, seu irmão gêmeo, Lucélio Cartaxo que era presidente municipal do partido também saiu do PT e quadros como o vereador Benilton Lucena e o secretário Adalberto Fulgêncio. Sobre os irmãos Cartaxo e o secretário não há nada o que fazer, porém o presidente estadual afirmou que defende que o partido peça o mandato do vereador Benilton Lucena por infidelidade partidária e defende afastar dos quadros quem fizer opção por permanecer com Cartaxo.

“Precisamos reorganizar o partido para as eleições do próximo ano, vamos conversar hoje para analisar as consequências da decisão partidária tomada na última sexta-feira. Entre elas vamos primeiro fazer um levantamento de quem já deixou o governo, secretários, adjuntos e diretores, tos os que compreenderam a decisão do PT e acompanharam de forma unitária e vamos também fazer um levantamento de quem vai ficar e opta por um projeto político diferente do que o PT seguirá a partir de agora”, disse.

Na reunião também estará a pauta política. Machado afirmou que é preciso preparar o partido para crescer não apenas eleitoralmente, mas também com renovação partidária. “Para que a pauta política possa incorporar movimentos sociais, partidos de esquerda, movimentos sindicais para que possamos em 2016, mais que um debate eleitoral, ter um debate político sobre o significado que o PT vai ter nas eleições de 2016”, afirmou.

Charliton afirmou que também será debatida a reorganização do diretório municipal, já que o presidente, Lucélio Cartaxo, também saiu do partido.

Eleições 2016 – Com a saída de Cartaxo, o PT perde a ‘principal estrela’, porém o presidente afirmou que há outros nomes representativos citando o deputado federal, Luiz Couto; o deputado estadual Anísio Maia e ainda o Assessor Especial do Ministério das Comunicações, Rodrigo Soares. “Vários nomes”, destacou Machado, porém afirmou que ainda não sabe se esses nomes topariam, nem se o partido vai construir uma candidatura própria. “Não é o momento para nós agora, o momento é pensar as eleições de 2016 a partir da renovação do PT”, disse.

O presidente explicou que é preciso que o PT esteja fortalecido internamente para, a partir disso, decidir o que fazer “com uma resolução clara de que vai ampliar o diálogo com partidos de esquerda e movimentos sindicais é a bandeira da reunião de sexta não estamos preocupados em saber qual a aliança, nem qual a candidatura própria, mas unir o PT”

Aliança com o PSB – “Não desfizemos a composição, pautamos a reunião no município, mas a aliança com o governo quem fez foi o prefeito, mas o PT está lá com secretário, nossa bancada na Assembleia Anísio Maia apóia, vamos conversar com Anastácio do ponto de vista partidário e não há nenhuma mudança na composição, mas as eleições de 2016 outro cenário, vamos analisar para dentro do PT primeiro para poder analisar para fora”, disse.

Infidelidade partidária – O presidente do partido defende que o PT solicite o mandato do vereador Benilton Lucena e destacou que isso deverá entrar na pauta da direção no município. “Temos a lei de infidelidade partidária clara, não havendo motivo cabal para a desfiliação de partido que você foi eleito não por conta própria, mas devido a uma aliança e você não tem autonomia para dizer que o mandato é seu, cabe ao partido e também cabe requerer o mandato. Na minha opinião o PT deveria fazer isso, temos o suplente Antonio Barbosa que vai ser notificado para fazer esse debate e vamos esperar uma decisão, mas creio que será o caminho natural que o partido peça o mandato na Justiça Eleitoral”, explicou.

O caso Fuba ‘dos 50 cargos’ – Já sobre o vereador Flávio Eduardo (Fuba), o presidente afirmou que o petista já lançou uma nota a imprensa e afirmou que os (50) cargos são do governo e prestadores de serviço que tiveram o aval dele de alguma forma. “Ele deixou o prefeito a vontade, estamos pedindo aos dirigentes, secretários, a todos que fazem o governo que façam a entrega dos cargos. Não posso precisar hoje todo mundo, vamos entrar com decisão partidária e fazer valer que é afastar dos quadros os que não fizerem valer a decisão do PT”, disse.

Em entrevista ao Sistema Arapuan, o vereador afirmou que possuía em torno de 50 cargos no governo de Cartaxo e que não iria entregar antes de ter uma conversa com o prefeito. Fuba também afirmou que continua no PT, mas que não vai deixar a base de Cartaxo na Câmara. 

 

 


Marília Domingues / Fernando Braz