Cessar-fogo na Ucrânia pode ser assinado nesta sexta, diz Poroshenko

Cessar-fogo na Ucrânia pode ser assinado nesta sexta, diz Poroshenko
O presidente ucraniano Petro Poroshenko anunciou nesta quinta-feira (4) que um plano para um cessar-fogo no leste da Ucrânia, onde separatistas pró-Rússia se enfrentam com o exército ucraniano, deve ser assinado nesta sexta-feira em Minsk, na Bielorrússia. 
 
Poroshenko também disse que a Otan apoiará seus membros dispostos a fornecer ajuda militar a Kiev.
"Amanhã, em Minsk, um documento deve ser assinado prevendo as etapas para o estabelecimento de um plano de paz para a Ucrânia. A disposição chave do plano é um cessar-fogo", declarou à margem de uma cúpula da Otan que é realizada em Newport, no País de Gales.
 
Em Minsk, o "grupo de contato", que é composto por representantes de Kiev, Moscou e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), deve se reunir com os rebeldes que atuam na Ucrânia.

Segundo comunicado emitido pelos separatista, os dirigentes separatistas pró-russos estão prontos para assinar a trégua nesta sexta-feira, caso se chegue a um acordo de paz com Kiev na reunião.

"Se houver um real cessar-fogo da parte deles, então pode ser que nós também iremos adotar um cessar-fogo", disse Andrei Purgin, um líder da autoproclamada República Popular de Donetsk à agência de notícias russa Interfax. "Vamos ver como eles observam o cessar-fogo", acrescentou.
 
De acordo com a Reuters, os líderes das autoproclamadas República Popular de Donetsk e Luhansk propõem a criação de uma "zona de segurança" em cinco partes que seriam monitoradas por 40 observadores da OSCE na Europa.
 
Os rebeldes também permitiram um corredor humanitário para refugiados e ajuda médica, como parte do plano de cessar-fogo, "a fim de estabilizar a situação e parar com o derramamento de sangue".
 
Um dos líderes disse à Reuters que separatistas pró-Rússia precisam de "garantias adequadas" de que a Ucrânia vai honrar qualquer acordo de cessar-fogo.
 
"Não vai haver cessar-fogo sem garantias, porque no passado nós tivemos alguns acordos de cessar-fogo que Poroshenko não honrou. Precisamos de garantias adequadas, porque nem todas as tropas no lado ucraniano obedecem a Kiev", disse o líder rebelde Oleg Tsaryov.
 
"Também há batalhões patrocinados por oligarcas. Nós não queremos que qualquer cessar-fogo seja usado por eles para recrutar mais pessoas e trazer mais equipamento militar", acrescentou.
 
Enquanto isso, em Mariupol, várias explosões ocorreram nesta quinta-feira perto do porto estratégico da cidade à beira do Mar de Azov, constataram jornalistas da France Presse no leste da Ucrânia.

Soldados ucranianos indicaram que enfrentam blindados dos insurgentes separatistas.

"Nós resistimos, mas é muito difícil com armas contra blindados", declarou à AFP um voluntário do batalhão leal a Kiev em uma represa na cidade, para onde havia sido transportado um membro deste batalhão, ferido no estômago.

 

G1