César Maia e mais 34 pessoas têm a candidatura contestada no Rio

César Maia e mais 34 pessoas têm a candidatura contestada no Rio

A PRE-RJ (Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) informou nesta segunda-feira (14) ter impugnado 35 registros de candidatura com base na Lei da Ficha Limpa, entre as quais a do vereador César Maia (DEM), candidato ao Senado na chapa de Luiz Fernando Pezão (PMDB), que concorre à reeleição ao governo do Estado.

A contestação, porém, não proíbe os candidatos de fazer campanha, já que cabe recurso aos tribunais eleitorais. Dessa forma, os nomes dos candidatos serão mantidos nas urnas.

Segundo a procuradoria, a contestação da candidatura de César Maia --que atualmente exerce o cargo de vereador-- é fundamentada em uma condenação por improbidade administrativa, datada de maio deste ano, referente à construção da Igreja de São Jorge, em Santa Cruz, na zona oeste da capital fluminense.

A Justiça entendeu que a obra foi financiada indevidamente com dinheiro público. Ao UOL, o candidato afirmou que a construção de uma "capela de São Jorge" "nada tem a ver com Ficha Limpa", e que recorrerá da decisão. Na versão de Maia, a obra foi questionada em função do "caráter laico do Estado".

"A arguição do MP é natural para conhecer a natureza. Independente da publicação ter sido fora de prazo, acho positivo o questionamento, pois permite se conhecer a natureza do fato: uma capelinha num bairro de Santa Cruz tem esse caráter? Tanto se aplica em atos e eventos", disse.

Para que Maia, que já foi prefeito do Rio e é um dos líderes do Democratas, saísse candidato na chapa de Pezão, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) precisou abrir mão do pleito para o Senado. A aliança, firmada no fim do mês passado, foi classificada pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), de "bacanal eleitoral".

De acordo com a Lei da Ficha Limpa, são considerados inelegíveis, entre outros casos, os candidatos que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade que configure improbidade administrativa.

A PRE impugnou ainda 20 candidaturas a deputado estadual e 14 a deputado federal. As impugnações foram feitas pelo procurador regional eleitoral Paulo Roberto Bérenger e pela procuradora regional eleitoral substituta Adriana Farias.


UOL