Célio Alves aponta contradição em crítica de Ronaldinho: ‘RC continua o mesmo que o PSDB apoiou em 2010’

Célio Alves aponta contradição em crítica de Ronaldinho: ‘RC continua o mesmo que o PSDB apoiou em 2010’

O secretário executivo de Comunicação Institucional da Paraíba, Célio Alves, rebateu as críticas feitas pelo vice-prefeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima Filho (PSDB) e apontou as contradições no discurso do tucano em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM nesta quarta (12).

Após o ‘rompimento’ do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), com o governador Ricardo Coutinho (PSB), os tucanos e cassistas começaram a ‘colocar as unhas de fora’, abandonando a base do governador e tecendo críticas. Foi a explicação de Alves, a declaração de Ronaldo de que Ricardo tinha a ‘natureza do confronto’.

Alves destacou que Coutinho como governador tem o mesmo estilo de quando era prefeito de João Pessoa e estava colocando a candidatura para o governo do estado, época em que Cássio e os demais declararam apoio. Ele continuou ainda afirmando que já existia o senador Cícero Lucena e outros do PSDB que faziam questionamentos públicos acerca do perfil do PSB, mas ‘Ronaldo Filho e o outros não tinham objeção alguma’.

“Por que agora entendem que Ricardo tem uma postura beligerante?”, questiona e continua: “Será que tem mesmo essa postura?”. O secretário ainda afirmou que Ricardo não estava no campestre (O clube, local onde aconteceu o rompimento entre Ronaldo Cunha Lima e José Maranhão quando ambos eram do PMDB).

Para o secretário, Ricardo é destemido, sobretudo para defender o interesse da Paraíba. “Qual foi o governo que teve coragem de enfrentar a realidade do Trauma, loteado, parte de deputados, parte de vereadores. O Trauma hoje está melhor ou pior? Evidente melhor. A Paraíba se lembra de episódios de personagens que hoje querem rotular Coutinho. É o mesmo Ricardo, tem a mesma postura e o mesmo comportamento, não há diferença alguma”, destaca.

Alves ressaltou que se o vice-prefeito fez esse tipo de comentário devido ao Conselho de Segurança de Campina Grande, seria inviável para o Governador realizar reuniões com todas as cidades, se elas possuíssem um conselho desse tipo e alfinetou: “Não sei de onde o vice-prefeito tirou que entende de segurança” e completou: “Se é para discutir segurança vamos discutir a Guarda Municipal de Campina Grande que nem armamento tem. Acho que não se pode eleitoralizar, partidarizar o debate da segurança pública porque para isso precisamos ter elementos”, conclui.