Cássio e Lindberg se confrontam no Senado por causa de Lula

Cássio e Lindberg se confrontam no Senado por causa de Lula

Durante a primeira sessão do Senado após a retomada dos trabalhos no Congresso os senadores Lindberg Farias (PT/RJ) e Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), ambos paraibanos, protagonizaram um dos primeiros embates entre governistas e oposicionistas. Para os petistas, o ex-presidente sofre uma "campanha difamatória" enquanto o líder do PSDB no Senado disse que o assunto é de polícia.

"Essa é uma campanha de ódio dirigida por setores da mídia brasileira contra o presidente que fez um grande processo de inclusão social neste país e que saiu com aprovação de mais de 80% da população brasileira", destacou o petista que acrescentou. "Tocar no presidente Lula é chamar a gente para a luta. Vamos ter uma postura mais aguerrida e de enfretamento porque não vamos aceitar essa tentativa de linchamento moral de um homem que fez um grande transformação no nosso país".

Lindberg ainda se dirigiu a Cássio e disse que “tucano não gosta de investigação” e que os processos não ocorriam durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Foi a partir de Lula que o Ministério Público ganhou autonomia sempre indicando o primeiro colocado. Em São Paulo o MP é amordaçado".

Ao citar um encontro de FHC com empreiteiros, na época em que era presidente, Lindberg questionou o colega de parlamento sobre as doações feitas ao instituto do ex-presidente. "O que o senhor acha de um presidente da República que reúne empreiteiros no Palácio da Alvorada e passa o chapéu?". O petista ainda afirmou que, durante os oito anos de governo tucano houve uma média de seis operações da Polícia Federal por ano, enquanto atualmente são mais de duas por dia.

Em aparte Cássio analisou que "não se praticavam tantos crimes na época do governo Fernando Henrique Cardoso quanto agora" e que o país atualmente é gerido por uma organização criminosa. "O Brasil vive um momento importante de sua trajetória e devemos ter responsabilidade naquilo que afirmamos porque o que está em jogo é o futuro do Brasil. Acho que o que está sendo anunciado em relação ao ex-presidente são assuntos de polícia que não devem ser tratados na política". 

 

 

 

 

 

 

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